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160 mil estrangeiros deixam África do Sul com aumento de violência contra imigrantes
Mais de 160 mil estrangeiros abandonaram a África do Sul desde o fim de maio devido a uma série de protestos e ataques violentos direcionados aos imigrantes em situação irregular, conforme dados fornecidos por vários países e compilados pela AFP.
Quatro estrangeiros perderam a vida em episódios de xenofobia, segundo as autoridades sul-africanas: um etíope, um malauiano e dois moçambicanos.
Em maio, a morte de dois moçambicanos em Mossel Bay, no sul do país, e o prazo final de 30 de junho dado por vários grupos anti-imigração para que os estrangeiros irregulares saíssem da nação, provocaram uma saída em massa sem precedentes.
Cerca de 108.360 cidadãos do Zimbábue retornaram ao seu país desde junho, conforme informado pelo governo zimbabuano, sendo que mais de 33.800 destas pessoas foram repatriadas com apoio governamental.
O Malawi comunicou o retorno de mais de 46.890 de seus cidadãos vindos da África do Sul, sobretudo transportados por 699 ônibus. O terceiro maior grupo é formado por moçambicanos, embora o governo de Moçambique não tenha divulgado números oficiais.
O governo sul-africano, cujos números geralmente são inferiores aos dos países responsáveis pelas repatriações, declarou ter acompanhado cerca de 2 mil moçambicanos até a fronteira.
Antes do fortalecimento do grupo March e March, a organização anti-imigração Operação Dudula já havia realizado ações para impedir que estrangeiros acessassem unidades de saúde ou escolas.
Os grupos contrários à imigração culpam os estrangeiros pelo aumento da criminalidade no país — que registra uma média de 60 homicídios por dia — além de acusá-los de tirar empregos dos sul-africanos, que enfrentam uma taxa de desemprego de 32%.

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