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Economia

Como expandir empresas pernambucanas para o mercado internacional

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Expandir negócios para o mercado global deixou de ser um objetivo distante e virou uma estratégia real de crescimento para empresas pernambucanas. O cenário está favorável: as exportações brasileiras de serviços bateram um recorde de US$ 51,83 bilhões no último ano, dos quais 65% foram serviços digitais, principalmente para os Estados Unidos, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Para empresas em Pernambuco, o crescimento da economia digital e a expansão de polos locais de inovação criam oportunidades para atuação além das fronteiras. Contudo, segundo o advogado Luciano Bushatsky, especialista em comércio exterior e direito tributário, esse processo requer mais do que apenas vontade.

“Expandir internacionalmente não é só traduzir o site ou abrir filial no exterior. É uma transformação estratégica da empresa, que envolve revisão de processos, estrutura tributária, comunicação e até mudança de mentalidade dos gestores”, explica Luciano.

Ele alerta que muitas empresas ainda veem a internacionalização como uma simples extensão do mercado local, o que pode causar riscos legais e financeiros. “Cada país tem suas próprias regras, hábitos de consumo e exigências regulatórias. Sem um planejamento adequado, os custos podem ser altos.”

Expandir com segurança

Com sua vivência em comércio exterior e assessoria tributária internacional, Luciano destaca cinco pontos essenciais para empresas pernambucanas que desejam atuar globalmente. O primeiro é ter clareza no posicionamento global. “Antes de escolher o país, a empresa deve entender qual problema resolve e se esse mercado tem essa necessidade. Não se trata de onde quer estar, mas onde sua solução realmente tem valor”, aponta.

Segundo, deve-se aprofundar no estudo do mercado-alvo. Cultura, comportamento dos consumidores, legislação e concorrência são muito diferentes entre países. “Essa pesquisa diminui riscos e evita decisões baseadas só em percepções ou modismos”, reforça.

O terceiro ponto é estruturar questões jurídicas e financeiras, incluindo aspectos tributários internacionais, contratos, tipo societário e formas de pagamento. “Mesmo com grande potencial, se o modelo tributário e contratual não for adequado, o projeto pode fracassar”, destaca Luciano.

O quarto fator é adaptar a comunicação ao contexto local. Internacionalizar não é só traduzir. “A marca precisa se comunicar com o público daquele país, respeitando culturas e regras, sem perder sua essência”, diz o especialista.

Por fim, destaca-se a importância da mentalidade global e do networking estratégico. “Negócios internacionais se constroem por conexões. Participar de eventos, feiras e manter parcerias locais amplia chances de sucesso no mercado exterior.”

Oportunidades para Pernambuco

Com um ambiente empresarial que cresce, polo tecnológicos como Porto Digital no Recife e Caruaru, e setores fortes em tecnologia, indústrias criativas e serviços especializados, Pernambuco está bem posicionado para aumentar sua atuação internacional.

Luciano considera o momento oportuno: “Empresas pernambucanas têm capacidade técnica e inovação para competir globalmente. O diferencial está em organizar o processo com método, segurança jurídica e visão de futuro. Quem faz negócios num ambiente complexo como o brasileiro, consegue atuar em qualquer lugar do mundo”.

Assim, expandir para o exterior não é apenas crescer geograficamente, mas um movimento estratégico que potencializa a competitividade das empresas do Estado num mercado cada vez mais dinâmico e conectado.

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