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Estatais registram lucro de R$ 169,4 bi em 2025, crescimento de 45,4%

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O Ministério da Gestão e Inovação (MGI) divulgou nesta quinta-feira (2) que as empresas estatais brasileiras alcançaram um lucro líquido de R$ 169,4 bilhões em 2025, representando um aumento de 45,4% em comparação ao ano anterior. No período de 2023 a 2025, o lucro total acumulado das estatais chegou próximo a R$ 484 bilhões.

De acordo com o relatório consolidado das estatais federais em 2025, os investimentos somaram R$ 115,9 bilhões, marcando o terceiro ano seguido de crescimento contínuo. Comparado com 2022, os investimentos do último ano foram 115% maiores.

Em 2025, as estatais federais tiveram um faturamento de R$ 1,4 trilhão, com crescimento de 6,3% em relação a 2024. Os ativos totais das empresas alcançaram R$ 7,2 trilhões, enquanto o patrimônio líquido ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão.

Essas companhias são compostas por 44 empresas públicas ou sociedades de economia mista sob controle do Governo do Brasil. Elas correspondem a cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e contribuem com 6% dos tributos arrecadados.

O relatório destacou que, entre os resultados das estatais, os Correios enfrentaram o maior prejuízo, com R$ 8,458 bilhões, uma piora de 245,6% em comparação ao ano anterior. Já a Petrobras teve o melhor desempenho, obtendo lucro líquido de R$ 110,605 bilhões, valor 198,9% superior ao de 2024. A Petrobras atingiu seu maior volume de produção total operada, com 4,32 milhões de barris de óleo equivalente por dia, um crescimento de 11%. Já a PPSA arrecadou R$ 30,9 bilhões em 2025, superando todo o seu histórico anterior de arrecadação.

As estatais Petrobras, BNDES e Banco do Brasil responderam por 90,9% do lucro total das empresas federais em 2025.

A Telebras e a Infraero conseguiram reverter prejuízos de 2024 para lucro líquido positivo em 2025, junto com outras quatro companhias. Por outro lado, seis estatais mudaram de lucro em 2024 para prejuízo em 2025.

Segundo o MGI, o resultado financeiro positivo possibilitou o repasse de R$ 84,2 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio aos acionistas, dos quais R$ 45,8 bilhões foram destinados à União. A redução de 44,6% em relação a 2024 reflete uma maior retenção dos lucros para financiar investimentos e ampliar os negócios das empresas.

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