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Economia

Fazenda ajusta previsão do IPCA 2026 para 4,5% devido a impacto do conflito no Oriente Médio

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O Ministério da Fazenda atualizou sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, elevando-a de 3,7% para 4,5%, que é o limite máximo da meta estipulada. Para 2027, a previsão também foi revista para cima, passando de 3,0% para 3,5%, ultrapassando o centro da meta de 3,0%.

Esses dados foram divulgados no Boletim Macrofiscal pela Secretaria de Política Econômica (SPE) nesta segunda-feira (18).

O aumento na projeção da inflação deve-se principalmente aos efeitos do conflito no Oriente Médio, que têm influenciado a alta dos preços do petróleo e derivados, conforme explicado pela SPE. “Entretanto, as projeções levam em conta que parte desse impacto será compensado pela valorização do real e pelas ações adotadas pelo governo federal para minimizar o repasse dos aumentos dos combustíveis no mercado interno”, afirma a secretaria.

“Antes do início dos conflitos na região do Oriente Médio, os dados do IPCA indicavam uma tendência de desaceleração da inflação, aproximando-se do centro da meta. Contudo, a partir de março, o aumento nos preços internacionais do petróleo influenciou os custos dos combustíveis, insumos industriais e transporte, afetando inclusive a cadeia alimentar”, destaca.

A secretaria aponta que esse quadro sugere uma inflação mais disseminada e duradoura durante 2026, justificando a revisão para cima nas estimativas.

Os fatores considerados para essa revisão incluem a alta nos preços do petróleo, que impulsionam a inflação; a valorização esperada da taxa de câmbio para 2026; a previsão de uma taxa Selic mais elevada; e as medidas governamentais que atuam para contrabalançar esses efeitos. Além disso, resultados recentes do IPCA, superiores às projeções anteriores, também influenciaram a atualização dos números.

A previsão inclui uma bandeira tarifária amarela para a conta de energia elétrica em dezembro. Em contraste com 2025, espera-se que em 2026 os preços dos alimentos não contribuam para a queda da inflação, devido a fatores estruturais ligadas ao ciclo do boi, afetando carnes, leite, derivados e produtos semiacabados.

Além disso, a maior chance do fenômeno El Niño na segunda metade do ano e a continuidade do aumento nos preços dos fertilizantes podem influenciar negativamente a safra de 2027, pressionando ainda mais a inflação de alimentos, inclusive com efeitos antecipados para este ano.

A previsão para 2027 foi ajustada para 3,5%, refletindo uma maior persistência dos efeitos inflacionários de 2026. “Parte dessa alta deverá ser contrabalançada pelos efeitos retardados da política monetária mais restritiva e pela valorização da taxa de câmbio, conforme as mudanças nas expectativas entre os períodos”, completa.

Para os anos seguintes, a inflação está projetada para convergir à meta de 3,0% em 2028, 2029 e 2030.

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