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Flávio Bolsonaro quer mulher como vice e cargo para o pai se for eleito
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está na pré-campanha para presidente, declarou nesta sexta-feira (8) que planeja não só trabalhar para conquistar uma anistia para seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como também deseja convidá-lo para fazer parte do seu possível governo. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa CNN 360°, exibido pela CNN Brasil.
“Jair será sempre meu guia, minha direção e minha referência. É a pessoa com quem sempre consulto. Se ele quiser ocupar uma posição no meu governo, naturalmente poderá fazê-lo”, afirmou o senador.
Flávio ainda salientou que, caso seja eleito e uma possível anistia seja aprovada, pretende entrar no Palácio do Planalto ao lado do pai na cerimônia de posse. Ele também revelou que tem preferência por escolher uma mulher para ocupar o cargo de vice em sua chapa.
“Mais uma vez, insisto, tenho refletido bastante e as pesquisas indicam que prefiro uma vice. Estamos em busca de alguém experiente que realmente agregue valor”, declarou Flávio Bolsonaro.
Sobre o caso do senador Ciro Nogueira, atual ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o pré-candidato comentou:
“São acusações sérias que o envolvem, mas ele tem a vantagem de que o ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal é alguém que seguirá rigorosamente a lei, cumprirá os autos e não fará perseguições”, ressaltou, referindo-se ao ministro André Mendonça.
Ele também afirmou que não estão negociando apoio diretamente com o senador Ciro Nogueira, mas sim com a federação formada pelos partidos Progressista e União Brasil, que possuem bancadas expressivas no Congresso.
Na mesma data, a defesa de Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de revisão criminal com o objetivo de reavaliar uma condenação já transitada em julgado, buscando anular a sentença que impôs 27 anos de prisão ao ex-presidente. O pedido foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, após a promulgação da Lei da Dosimetria pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que beneficia o ex-mandatário ao reduzir penas e flexibilizar regras para progressão de regime.
O documento, com 90 páginas, argumenta que houve cerceamento do direito de defesa e pleiteia a anulação da delação premiada de Mauro Cid. Caso esses pontos não sejam aceitos, a defesa solicita que o STF descarte a condenação por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. Ainda há alegação de que o ministro relator, Alexandre de Moraes, declarou o trânsito em julgado antes da análise apropriada dos recursos cabíveis, violando o direito de apelação.
Também nesta sexta-feira, Alexandre de Moraes assumiu a relatoria das ações movidas pela Federação PSOL-Rede e pela Associação Brasileira de Imprensa que contestam a Lei da Dosimetria, esta aprovada recentemente pelo Congresso após o veto total do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sido derrubado e a lei promulgada pelo senador Davi Alcolumbre.
Após assumir, o ministro solicitou informações ao presidente da República e ao Congresso Nacional, que devem ser enviadas em até cinco dias. Depois disso, os autos seguirão para manifestação do advogado-geral da União e do procurador-geral da República em prazos sucessivos de três dias.


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