Centro-Oeste
Internet no DF: maior acesso entre as regiões do Brasil
O Distrito Federal teve, em 2025, a maior taxa de acesso à internet entre todas as regiões do Brasil. Na capital federal, a maioria dos lares já conta com conexão, acesso a computadores, celulares e serviços digitais, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
De acordo com o levantamento, 98,2% dos domicílios permanentes no Distrito Federal utilizam internet, o índice mais alto do país, mantendo estabilidade desde 2021. Isso mostra que o acesso ao mundo digital está presente em quase todas as residências localizadas na capital do país.
Além disso, 95% dos domicílios possuem televisão, embora esse número seja um pouco menor do que em 2016, que registrou 98,5%. Entre as casas com TV, cresceu o uso exclusivo de televisores de tela fina, como LED, LCD ou plasma, que passou de 73,3% para 97,7%, enquanto o uso de televisores de tubo caiu de 16,5% para 1,6%.
Serviços de streaming
Sobre serviços de TV por assinatura, 36,9% dos lares com televisão têm acesso a esses serviços. Em contraste, 64,1% dos domicílios com televisão contratam algum serviço de streaming de vídeo.
Entre os que não assinam TV por assinatura, 30,9% justificam o custo elevado e 57,3% afirmam falta de interesse no serviço.
A pesquisa também avaliou o uso de aparelhos eletrônicos como telefone, computador, tablet e rádio, além da posse de celulares pessoais entre moradores com 10 anos ou mais.
Índices nacionais
No Brasil, 90,5% da população com 10 anos ou mais já usa a internet, totalizando cerca de 168,7 milhões de pessoas, sendo essa a primeira vez que esse percentual ultrapassa 90% no país.
Embora o acesso seja menor nas áreas rurais, houve um aumento de 1,9 pontos percentuais (pp) entre 2024 e 2025 nesse público, enquanto nas áreas urbanas o crescimento foi de 1,2 pp. Desde 2019, o uso da internet aumentou 8,0 pp nas cidades e 28,5 pp no campo.
Por outro lado, 17,7 milhões de pessoas não utilizaram internet no período da pesquisa, representando 9,5% da população com mais de 10 anos, uma redução comparada a 2024 (10,8%) e a 2019 (20,6%).

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