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Milão recomenda deixar de usar peles na moda

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Os responsáveis pela Semana de Moda de Milão anunciaram, na última sexta-feira (15), que as marcas participantes devem evitar o uso de peles em suas coleções, uma orientação que veio após intensos debates com organizações protetoras dos animais.

A Camera Nazionale della Moda Italiana (CNMI) emitiu novas diretrizes que sugerem, de forma não obrigatória, que os designers não incorporem roupas, acessórios ou quaisquer produtos feitos com peles.

Milão adota uma postura gradual, seguindo exemplos das semanas de moda de Londres e Nova York, que já proibiram o uso de peles há alguns anos. Na Itália, desde 2022, é vetada a criação de animais para a obtenção de peles, medida semelhante às adotadas na França desde 2021 e no Reino Unido desde 2003.

O uso de peles na moda global tem caído significativamente nos últimos anos, devido a denúncias sobre maus-tratos aos animais, mudanças nas tendências e o avanço de materiais sintéticos que, de forma irônica, acabam trazendo as peles novamente em voga.

Para Emma Håkansson, líder do grupo Fashion Justice, sem uma proibição definitiva das peles, não se pode garantir que a crueldade animal seja eliminada dos desfiles em Milão.

Marcas como Armani, Prada e Dolce & Gabbana já abriram mão do uso de peles. No entanto, algumas ainda mantêm essa prática dentro do segmento de luxo na Itália, como a Fendi, pertencente ao conglomerado francês LVMH, conhecida tradicionalmente pela peleteria e produção de artigos de couro.

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