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MRE nega veto de visto a americano e contesta Lula
Flávio Bolsonaro (PL) chamou de “uma clara tentativa de criar cortina de fumaça” a operação da Polícia Federal na casa do pai, que não encontrou nada.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) desmentiu a declaração do presidente Lula sobre o veto no visto do americano Darren Beattie, conselheiro de Donald Trump no Brasil. Mauro Vieira, chanceler, recebeu críticas após vídeo no G7 e respondeu à Câmara sobre o cancelamento do visto.
Vieira afirmou que o veto não foi feito por motivos de reciprocidade, como Lula alegou, mas sim por razões eleitorais, já que o americano pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que foi considerado inaceitável no ano eleitoral.
O governo ficou surpreso com o interesse na visita a Bolsonaro, temendo que isso prejudicasse ainda mais a reputação do governo atual.
No documento oficial, não há nenhuma menção a retaliação ou reciprocidade pelo cancelamento de vistos de membros do governo anterior. A ação foi motivada por preocupações eleitorais, contrariando a narrativa do presidente.
Lula admitiu publicamente ter ordenado a revogação do visto, utilizando o conflito com os Estados Unidos como estratégia para melhorar sua imagem política em meio à impopularidade.
No âmbito econômico, o ministro Bruno Moretti (Planejamento) acredita que, apesar do elevado déficit fiscal de R$140 bilhões em 12 meses, haverá superávit primário em 2027, visão que tem sido alvo de críticas entre especialistas.
O déficit impressionante do governo torna ridículo o discurso contrário a propostas legislativas consideradas “pautas-bomba”, como a aposentadoria para agentes de saúde, que representaria um gasto relativamente pequeno de R$2 bilhões anuais.
O verdadeiro problema não é o gasto em si, mas o fato de que a proposta não partiu do governo Lula.
Internamente, houve mudanças no comando do PT no Senado, com Camilo Santana (CE) assumindo após a saída da senadora Teresa Leitão (PE), apontada pela coluna como pouco atuante.
Na organização do PT para as eleições em São Paulo, a convenção que oficializará a candidatura de Haddad foi transferida de Ribeirão Preto para Campinas, devido ao receio de baixa participação.
Em relação à maioridade penal, ao longo de três décadas, pelo menos 57 propostas para sua redução foram sabotadas ou arquivadas nas Casas Legislativas.
O chanceler Mauro Vieira foi novamente convocado para explicar declarações controversas sobre riscos militares dos EUA no Brasil, sob suspeita de sofrer pressão dentro do governo.
Uma decisão judicial recente proibiu a renovação da concessão do Pontão do Lago Sul, área de lazer tradicional de Brasília, medida que causou surpresa entre políticos e empresários locais.
A ausência do senador Otto Alencar (PSD-BA) em Brasília foi um golpe para o governo, que contava com ele para pressionar a aprovação do fim da escala 6×1.
O senador Jorge Seif (PL-SC) comentou que a busca da Polícia Federal na casa de Jair Bolsonaro não encontrou provas, mas que a exposição pública foi proposital para fins políticos.
Por fim, uma pergunta permanece: quando a Polícia Federal visitará Lulinha?

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