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PL e Republicanos avançam em diálogo para aliança, mas ainda há desafios regionais
As conversas entre PL e Republicanos visando a formação de uma aliança em torno da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência progrediram nesta quarta-feira, após um encontro em Brasília entre o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o presidente do Republicanos, Marcos Pereira.
Participaram também do encontro o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha de Flávio, e parlamentares de estados tidos como estratégicos para a construção dos palanques regionais.
Embora tenha havido avanços, os líderes envolvidos confirmam que o acordo nacional ainda não está fechado, dependendo da resolução de divergências em níveis estaduais.
Ao sair da reunião, Marinho destacou que o principal objetivo neste momento é ampliar as alianças e solucionar as negociações locais:
“Estamos dialogando com os estados e os partidos, realizando um trabalho preparatório para a convenção marcada para 25 de julho. Buscamos ampliar o leque de apoios e acertar os palanques regionais que ainda precisam ser definidos. A legislação permite que, mesmo com alianças nacionais distintas, os partidos façam coligações específicas em cada estado.”
Além dos presidentes Valdemar Costa Neto, Marcos Pereira e o senador Marinho, a reunião contou com a presença de representantes de estados como Acre, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Roraima, considerados cruciais para os entendimentos.
Nos bastidores, aliados de Marcos Pereira afirmam que o Republicanos prefere aguardar o fechamento dos acordos nos estados antes de discutir uma possível indicação para vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A economista Daniella Marques, filiada ao Republicanos, é uma das candidatas cotadas para a vaga, mas a prioridade da sigla é garantir o apoio do PL às suas pré-candidaturas nos estados mencionados.
O senador Alan Rick (Republicanos-AC), que concorre ao governo do Acre, também participou e afirmou que as conversas fortaleceram o entendimento entre as legendas:
“Foi um diálogo bastante produtivo. Tivemos a chance de discutir o futuro do Acre, ouvir diversas opiniões e reforçar a construção de um projeto que priorize os interesses da população local. Acredito que nossa aliança está bem encaminhada.”
Segundo Alan Rick, as conversas seguirão nos próximos dias.
O senador Magno Malta (PL-ES), presente nas discussões, avaliou que houve progresso, mas ainda há questões regionais a resolver:
“As tratativas avançaram. Os temas foram discutidos, porém ainda há muitos pontos específicos a serem acertados antes de afirmar que todos estão alinhados. Precisamos padronizar o discurso, que também envolve temas como os presos do dia 8 de janeiro e a anistia.”
Quando questionado sobre quais estados tiveram maior progresso, Marinho citou Acre, Espírito Santo e Minas Gerais, sem, contudo, dar uma avaliação definitiva:
“Faremos um balanço na próxima semana. Conversamos com representantes de Acre, Espírito Santo e também sobre Minas Gerais, onde há interesse em caminhar juntos.”
Minas Gerais é considerado um estado estratégico para a campanha de Flávio Bolsonaro por abrigar o segundo maior eleitorado do país. Entretanto, a poucos dias das convenções, o cenário no estado continua indefinido. O PL deseja apoiar o senador Cleitinho (Republicanos), que ainda não se manifestou positivamente.
Marinho mencionou ainda a conversa com Priscila Costa (PL-CE), figura importante na crise no Ceará que gerou tensão pública entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro:
“Ela é candidata, mas não necessariamente ao Senado.”
Além do Republicanos, o PL negocia coligações com outras legendas do centro e da direita. O caso mais complexo é da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, que ainda não definiu uma posição nacional. Em alguns estados, dirigentes das duas siglas defendem apoios diferentes, até mesmo a candidatos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As negociações com o PP também sofreram impacto devido ao desgaste entre Flávio Bolsonaro e o presidente do partido, o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Aliados de Ciro relatam que ele se irritou com comentários de Flávio depois que a Polícia Federal realizou buscas no âmbito da investigação do Banco Master, quando o filho do ex-presidente classificou as informações como “graves”. Isso esfriou as tratativas entre as legendas.

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