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Renan acusa Galípolo de mentir no Senado

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O senador Renan Calheiros (MDB-AL) criticou nesta terça-feira o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O senador, que também lidera a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), acusou o chefe do BC de não dizer a verdade durante um depoimento à comissão na semana passada.

O Banco Central não se pronunciou sobre o assunto.

Na audiência da semana passada, quando Galípolo apresentou a prestação de contas semestral sobre a política monetária ao Senado, ele também respondeu questões sobre o Banco Master.

Durante a sessão, Renan afirmou que o BC solicitou R$ 11 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para socorrer o Banco Master, alertando que se a instituição falisse, isso poderia causar danos muito maiores e uma possível crise no sistema financeiro.

Galípolo negou tal afirmação, explicando que a instituição respondeu a uma pergunta feita pelo FGC.

O presidente do BC disse que a instituição foi alvo de acusação no Tribunal de Contas sobre a não autorização da compra do Banco Master pelo BRB, sofrendo calúnias nas ruas de Brasília.

Nesta terça-feira, Renan voltou a enfatizar que Galípolo deveria garantir a confiança no sistema financeiro, mas que ele mesmo apresentou informações falsas ao Senado.

“Não tenho nada pessoal contra Galípolo, inclusive tenho certa admiração por ele. Porém, não compreendo o motivo de mentir ao Senado”, afirmou Renan.

Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

Na semana passada, Renan propôs estender a proteção do FGC a fundos de pensão de estados e municípios que sofreram prejuízos com ativos do Banco Master. Essa proposta causa preocupação entre membros do Banco Central, ex-diretores e executivos do setor financeiro.

Esses especialistas consideram que o projeto representa um retrocesso, pois modifica o propósito do fundo e legisla sobre um tema já resolvido. Se aprovado, o projeto pode elevar os custos de crédito e aumentar riscos no sistema financeiro.

Em comunicado, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apontou que a proposta apresenta um erro conceitual, pois os fundos de pensão não recebem depósitos, como os bancos que têm ativos cobertos pelo FGC, mas sim investimentos de cotistas para aplicações de longo prazo, com riscos inerentes assumidos pelos investidores.

Investimentos dos fundos de pensão não deveriam ter proteção pelo mecanismo de garantia de depósitos, nem fazer parte da proteção da poupança comum. O objetivo do FGC é criar uma segurança que evite retiradas em massa dos clientes caso um banco venha a quebrar.

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