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Sem receber há três meses, 58 mil famílias do DF Sem Miséria sofrem com a situação

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Governo admite problema e culpa a “falta de disponibilidade financeira”

 

Não há previsão para o pagamento do DF Sem Miséria  aos 58 mil beneficiários, referente a fevereiro, março e maio. A informação é da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh), que culpa a “falta de disponibilidade financeira e orçamentária”. Enquanto isso, quem depende do recurso para manter a família passa necessidade e precisa de doações.

O DF Sem Miséria é um programa de suplementação financeira que atua no âmbito do Plano pela Superação da Extrema Pobreza. O recurso é destinado a 73,8% das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família no DF: 58,6 mil pessoas. Elas deveriam receber uma renda fixa mensal que depende da estrutura familiar.

Deveriam. No dia 1º de maio, procuramos o governo para explicar a falta de pagamento   e os constantes atrasos. Naquele dia, a Secretaria de Fazenda informou que havia feito o repasse de cerca de R$ 10 milhões à Caixa Econômica Federal referentes a  de abril. Assim, o dinheiro estaria disponível  ainda na primeira semana do mês.

A secretaria responsável  confirmou o repasse de R$ 9,19 milhões aos beneficiários. No entanto, as famílias que deveriam ter recebido  ainda reclamam.

A desempregada Eleuzina Pereira dos Santos, 30 anos, ouvida na reportagem anterior, diz ainda não ter visto nem um centavo dos R$ 260 que tinha que receber. Moradora da Estrutural, ela tem sete filhos e o marido trabalha com recicláveis. Por lá, a geladeira continua vazia. “A gente passa necessidade mesmo. Vamos nos virando com o pouco que vem da reciclagem e com doações dos vizinhos”, conta.

Dinheiro para o sustento dos filhos

Aos 26 anos, Sarah Tavares tenta criar o filho de dois anos com os R$ 112 que recebe do Bolsa Família e os R$ 80 do DF Sem Miséria, mas consegue se virar mesmo é com doações que recebe de vizinhos na Cidade Estrutural. É em um barraco de 1,2 metros quadrados que ela dorme com a criança. Com a renda, não dá para comprar comida. “Separo R$ 2 por dia para comprar pão para o neném e pago remédios na farmácia”, diz.

Ela faz tratamento de uma doença crônica que evoluiu para uma depressão. Por isso, afirma que ainda não pode trabalhar. “A gente fica ainda mais ‘aperriado’ quando não depositam o benefício que temos o direito”, confessa. Emocionada e sem conseguir segurar o choro, Sarah assegura: “Eu me sinto esquecida, mas Deus nunca me desamparou”.

O governo confirma problemas. “Não tem previsão para a realização do pagamento das parcelas de fevereiro, março e maio do DF Sem Miséria por causa da falta de disponibilidade financeira e orçamentária”, justifica.

Segundo a secretaria responsável, as famílias que recebem o benefício são acompanhadas pelos Centros de Referência Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado Assistência Social (Creas) ou Creas da Diversidade. Além disso, algumas recebem outros benefícios assistenciais.

Enquanto faltam recursos para programas sociais que atendem milhares de famílias carentes, o governo Rollemberg faz caixa com dinheiro repassado pelo Ministério do Desenvolvimento Social.

O Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do DF denunciou que, em 2015, o GDF contingenciou R$ 12 milhões, vindos da União nos últimos anos, exclusivamente para o financiamento das ações de auxílio para a população mais pobre.

Saiba mais

Não há valor fixo para o recebimento do DF Sem Miséria. Ele varia de acordo com o perfil de cada família, considerando o conjunto de indicadores sociais dispostos no Cadastro Único e o repasse do Bolsa Família para que as famílias atinjam o mínimo de R$ 140 per capita. O valor, pago desde 2011, pode variar de R$ 20 a R$ 800.

Fonte: JBr

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