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Senador Cleitinho relata proposta para desistir da disputa pelo governo de Minas

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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) declarou que recebeu uma proposta em dinheiro para não participar das eleições ao governo de Minas Gerais em outubro. Líder nas pesquisas de intenção de voto, o senador mantém a dúvida sobre sua candidatura ao Palácio Tiradentes, gerando um dos principais desafios na formação das chapas majoritárias, sobretudo para o PL de Flávio Bolsonaro, no estado com o segundo maior eleitorado do país.

Em discurso no plenário nesta terça-feira (7), Cleitinho comentou sobre a pressão para que abandone a disputa e relatou, sem mencionar nomes, um encontro com um político de Divinópolis que insistiu em falar pessoalmente com ele.

“Eu estava tomando um caldo de feijão no São José quando ele chegou, buzinou e disse: ‘Entra aqui no carro’. Ligou o som alto e falou: ‘Cleitinho, um pessoal mandou te passar um recado’. Perguntei qual recado, e ele disse com medo: ‘Estão te oferecendo dinheiro para desistir’. Eu respondi: ‘Diga que não vou desistir’.

Cleitinho reafirmou que não teme a disputa, que nunca esteve “à venda” e que será candidato “se o Espírito Santo tocar meu coração”.

“Meu medo é zero! Minha política sempre teve propósitos claros. Se cheguei até aqui foi por Deus, não por partido, dinheiro ou empresário, mas pelo povo”, enfatizou.

Em entrevista à newsletter Jogo Político, o senador tinha afirmado em junho que não estava decidido a candidatar-se, embora seu nome estivesse ganhando força. Ele indicou que a decisão sairia após a Copa do Mundo de 2026, que termina em 19 de julho, pouco antes das convenções partidárias.

Na fala recente, Cleitinho sugeriu que a decisão pode ficar para agosto, próximo ao prazo final das convenções em 5 de agosto, e para o registro das candidaturas até 15 de agosto.

“Por que anunciar agora? Quem tem 2%, 3%, 4% que lute. As pesquisas falam por si. Quero manter o suspense em Minas Gerais e só decidir em 5 de agosto, para deixar todos inquietos. Sei que muitos querem é enriquecer, não defender o povo”, declarou.

Essa indefinição impacta o cenário político em Minas Gerais. Recentemente, Flávio Bolsonaro defendeu Cleitinho como candidato principal ao governo, enquanto líderes do PL consideram outros nomes, como o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli e o presidente afastado da Fiemg Flávio Roscoe.

Nas negociações atuais, PL e Republicanos avançam para uma aliança, mas ainda enfrentam impasses locais. O PL apoia o senador, mas não obteve confirmação oficial dele.

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