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Sheinbaum chama protestos de professores antes da Copa no México de provocação

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Claudia Sheinbaum, presidente do México, chamou de “provocação” os protestos realizados por professores que têm bloqueado ruas na capital do país, pouco antes do início da Copa do Mundo de 2026, sediada no México.

Um grupo dissidente do sindicato dos professores, a CNTE, está em greve desde a semana passada, reivindicando aumento salarial e a revogação de uma lei de pensões que o governo considera insustentável.

Como forma de pressão, os manifestantes bloqueiam as ruas diariamente e chegaram a derrubar estátuas relacionadas à Copa no movimentado Paseo de la Reforma, na Cidade do México.

Os professores montaram um acampamento próximo à praça central do Zócalo, local onde será realizado o principal ‘fan fest’ da capital.

“Nós enxergamos isso como uma provocação, como se quisessem dizer: ‘vejam como a situação no México está ruim'”, declarou Sheinbaum durante sua entrevista coletiva diária. “No México, não existe um grande problema… existem desafios, mas estamos enfrentando-os. Não há um descontentamento social generalizado.”

A presidente afirmou também que a cerimônia de abertura da Copa, marcada para quinta-feira no estádio Azteca, está garantida.

“Não há problema, a abertura vai acontecer e não vamos ceder a provocações”, garantiu, descartando o uso da força policial contra os manifestantes. “A Copa será aproveitada normalmente.”

Esta é a terceira vez que o México sediará uma Copa do Mundo, desta vez em parceria com Estados Unidos e Canadá. O evento começará em 11 de junho e terminará em 19 de julho.

O governo destaca as melhorias nas condições dos professores e reforça a importância do diálogo.

A CNTE anunciou novas manifestações para quinta-feira, data em que o México enfrenta a África do Sul na partida de abertura da competição.

Grupos de familiares de pessoas desaparecidas também planejam protestos para este dia.

“Querem passar a impressão de que há uma grande instabilidade social no México, mas isso não é verdade”, reforçou Sheinbaum.

A presidente informou que não estará presente na cerimônia de abertura no Azteca e está agora reconsiderando sua participação no fan fest do Zócalo, local próximo ao Palácio Nacional.

“Vamos observar como se desenvolvem os acontecimentos envolvendo os professores”, explicou sobre sua decisão de comparecer ou não. “Preciso estar atenta a essa situação.”

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