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Tarcísio sugere nome de centro para Senado em São Paulo

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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu recentemente, em conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro, a ideia de lançar uma candidatura ao Senado com um nome de perfil ideológico e outro de centro para o estado de São Paulo, visando neutralizar os adversários da esquerda.

Essa estratégia comprometeria os planos de políticos bolsonaristas que tentam garantir a chamada “segunda vaga”, como o pastor Marco Feliciano (PL) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que busca manter influência na campanha paulista.

A primeira vaga parece assegurada com o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário estadual de Segurança Pública, apoiado pelo bolsonarismo e conhecido por seu discurso linha-dura enquanto integrante da Rota.

Em evento para anunciar a construção de moradias populares no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio afirmou com convicção que o aliado estará nas urnas representando o grupo político.

Derrite enfrentou críticas por sua gestão, marcada por aumento na letalidade policial e operações violentas, mas recebeu elogios do antigo chefe pela redução nos principais indicadores de criminalidade.

Outra candidatura independente, que pode fragmentar o eleitorado de direita, é do deputado federal Ricardo Salles (Novo), ex-ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro.

Tarcísio demonstra preocupação com a possibilidade de seu grupo não eleger senadores em outubro, principalmente se o presidente Lula (PT) escalar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e um nome com baixa rejeição no estado.

Uma chapa dupla bolsonarista poderia não garantir as duas vagas, dispersando votos do eleitorado conservador moderado.

Eduardo Bolsonaro era um candidato certo até março do ano passado, quando viajou aos EUA por alegada perseguição do STF e passou a articular sanções com o presidente americano Donald Trump. Após ter o mandato cassado, indicou como substitutos o deputado estadual Gil Diniz (PL), conhecido como “Carteiro Reaça”, e o próprio Marco Feliciano.

Além de Haddad, o presidente Lula considera na chapa majoritária em São Paulo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e três ministros: Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente; Simone Tebet (MDB), do Planejamento; e Márcio França (PSB), do Empreendedorismo. Tarcísio acredita que Márcio França e Alckmin provavelmente não serão candidatos, o que deixaria Marina e Simone como apostas para ampliar o espectro de votos.

O governador ressalta que a decisão será tomada com base em pesquisas eleitorais, buscando os nomes com maior potencial para garantir competitividade na disputa.

Partidos aliados como PL, PSD, PP, União Brasil, Podemos, MDB e Republicanos tentam eleger protagonistas e suplentes ao Senado, além do vice-governador. A vice deve continuar com o PSD, com possibilidade de Felício Ramuth manter o cargo. Há especulações sobre o PL ficar fora das posições principais, já que teria o apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Entre os bolsonaristas, também figuram o deputado federal Mário Frias (PL), o deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos) e o vice-prefeito de São Paulo, tenente-coronel Ricardo Mello Araújo (PL).

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro apoia a candidatura da deputada federal Rosana Valle (PL), que demonstra certa resistência. O deputado federal Cezinha de Madureira (PSD) conta com o apoio da bancada evangélica. No MDB, o deputado federal Baleia Rossi, presidente do partido, é uma possibilidade.

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