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Venezuela critica ameaça externa após aviso de Trump sobre seu espaço aéreo

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A Venezuela classificou neste sábado (29) como uma ameaça colonialista à sua soberania a advertência feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mencionou um possível fechamento total do espaço aéreo venezuelano, conforme comunicado da Chancelaria local.

Trump ressaltou que o espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela deveria ser tratado como completamente interditado, após os Estados Unidos emitirem na semana anterior um alerta aconselhando companhias aéreas a tomarem cautela devido ao aumento da atividade militar na região.

O texto divulgado pelo chanceler Yván Gil destaca que a Venezuela repudia e rejeita a ação, a qual considera uma agressão ilegal, injustificada e extravagante contra seu povo e sua soberania.

Além disso, o comunicado enfatiza que o país não aceitará quaisquer ordens, ameaças ou interferências de potências estrangeiras. Também alerta que essa decisão resultará na suspensão dos voos de repatriação realizados regularmente entre os Estados Unidos e a Venezuela.

Por essa medida unilateral, o governo americano interrompeu os voos que transportavam migrantes venezuelanos em processos de repatriação. Ao longo deste ano, aproximadamente 75 voos foram feitos, deportando cerca de 13.956 venezuelanos dos EUA.

O governo venezuelano rejeitou o alerta aéreo emitido pelos Estados Unidos e cancelou as concessões para operar dentro do país de seis companhias aéreas internacionais que suspenderam seus voos após o primeiro alerta americano.

As empresas afetadas foram a espanhola Iberia, a portuguesa TAP, a colombiana Avianca, a filial colombiana da chileno-brasileira Latam, a brasileira GOL e a turca Turkish, deixando muitos passageiros retidos no solo.

No aeroporto de Maiquetía, principal terminal da Venezuela, jornalistas da AFP observaram atividade de aeronaves nacionais e estrangeiras na pista neste sábado.

Em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, caças, milhares de soldados e o maior porta-aviões do mundo para uma operação antidrogas no Caribe.

No entanto, a Venezuela afirma que essas manobras têm o intuito de derrubar o presidente Nicolás Maduro.

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