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Zema questiona operação da PF contra Bolsonaro e pede investigação sobre mulher de Moraes

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Romeu Zema (Novo-MG), pré-candidato à Presidência, classificou nesta quarta-feira (8) como “extremamente suspeita” a operação da Polícia Federal (PF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o ex-governador de Minas Gerais, a PF deveria ter investigado Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), devido a um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master.

“Acredito que um juiz que tem conflitos com uma pessoa está impedido de julgar. Na minha opinião, ele deveria ter autorizado uma busca na casa da advogada que fechou esse contrato de R$ 129 milhões”, declarou à imprensa após participar de encontro na Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios, conforme informou o portal Metrópoles.

O contrato citado por Zema foi firmado em janeiro de 2024 entre o escritório de Viviane Barci de Moraes e o Banco Master, que é controlado por Daniel Vorcaro.

Segundo o acordo, o escritório receberia R$ 3,6 milhões mensalmente durante três anos, totalizando R$ 129 milhões até o início de 2027, caso o contrato fosse cumprido integralmente. De acordo com a Receita Federal, o escritório já recebeu R$ 80,2 milhões em 2024 e 2025. Os pagamentos cessaram com a liquidação do banco.

A conversa entre Viviane e Vorcaro sobre o contrato foi extraída do celular do banqueiro pela PF e anexada a um inquérito que investiga vazamento de informações sobre a família de Moraes.

“O STF, em vez de focar nos interesses do país, está preocupado em proteger milionários. Será que essa autoridade irá aprovar uma operação contra Viviane Barci? Isso geraria aprovação popular”, afirmou o pré-candidato.

A operação mencionada por Zema ocorreu na manhã desta quarta-feira (8), quando a PF realizou busca e apreensão na residência de Jair Bolsonaro para encontrar armas e munições.

A ação foi determinada por Alexandre de Moraes após o ex-presidente afirmar possuir oito armas registradas em seu nome. Contudo, o Exército comunicou que não tem em sua custódia duas dessas armas — uma pistola e uma espingarda — o que levou o ministro a autorizar uma nova busca para localizar o armamento restante.

Nada foi encontrado na residência do ex-presidente, e a operação tem recebido críticas de apoiadores de Bolsonaro.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar autorizada por Moraes mesmo após o episódio da pistola apreendida com segurança pessoal. O ministro acatou avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que não houve falta grave, permitindo a manutenção do regime atual de cumprimento da pena.

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