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Economia

15 atividades industriais registram aumento nos preços em janeiro, diz IBGE

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Em janeiro, os preços dos produtos industriais na porta da fábrica subiram 0,34%, impulsionados por elevações em 15 dos 24 setores analisados, conforme dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 4.

O principal impacto veio do setor de metalurgia, que apresentou alta de 2,73% nos preços, contribuindo com 0,18 ponto percentual para o resultado do IPP.

Murilo Alvim, gerente do IPP no IBGE, explicou que assim como no mês anterior, o aumento foi majoritariamente influenciado pelos preços dos metais não ferrosos, especialmente derivados do ouro, cuja cotação foi impulsionada pelo aumento da demanda, e do cobre, que enfrenta uma oferta limitada e baixos estoques.

Houve também contribuições importantes dos preços mais altos em outros setores químicos (1,70% de alta e impacto de 0,13 ponto percentual) e na extração mineral (1,39%, com impacto de 0,06 ponto percentual).

No segmento de outros produtos químicos, a elevação foi motivada pelo aumento dos preços dos fertilizantes. Alvim destacou que os maiores custos para aquisição de insumos importados, especialmente derivados de enxofre, que já afetavam os concentrados fosfatados em dezembro, se intensificaram no início deste ano.

O câmbio também influenciou o resultado do IPP em janeiro. No acumulado de 12 meses, o dólar apresentou queda de 11,3% frente ao real, fortalecendo a tendência de redução do índice nesse período. Em janeiro, o dólar recuou 2,1%.

Entretanto, fatores diversos compensaram essa valorização do real e provocaram a alta do índice, conforme destacado pelo IBGE.

Entre os elementos que amenizaram a alta do IPP, estão os preços do refino de petróleo e dos biocombustíveis, que caíram 0,66%, contribuindo para uma redução de 0,07 ponto percentual no índice.

O setor de alimentos registrou uma retração de 0,17% em janeiro, marcando o nono mês consecutivo de queda. No acumulado dos últimos 12 meses, a queda chega a 9,84%, o que representa o principal impacto negativo no IPP no período.

Alvim ressaltou que essas reduções estão disseminadas entre os diversos grupos econômicos da atividade, e destacou o recuo acentuado dos preços dos açúcares, que acumulam queda de 28,30% no período. Essa tendência acompanha a diminuição dos preços no mercado internacional, motivada por uma oferta global abundante e alta produtividade, além da desvalorização do dólar perante o real, em 11,3% nesse intervalo.

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