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5 anos da invasão ao Capitólio: divisão dos EUA ainda clara

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Os Estados Unidos comemoram nesta terça-feira (6) o quinto aniversário da invasão ao Capitólio, um evento que evidenciou uma divisão social no país, que só tem se aprofundado desde então.

Este aniversário expõe um país dividido entre versões irreconciliáveis do ataque que mudou a política americana: uma baseada em conclusões oficiais como uma tentativa violenta de reverter uma eleição legítima, e outra que o apresenta como um protesto injustamente criminalizado.

Hakeem Jeffries, líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, publicou no X: “Há cinco anos, uma multidão violenta atacou brutalmente o Capitólio. A missão deles era anular uma eleição livre e justa. Nunca permitiremos que extremistas encubram sua traição”.

Em 6 de janeiro de 2021, apoiadores de Trump se reuniram em Washington após o presidente convocá-los a protestar contra a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições de novembro de 2020.

Milhares invadiram o Capitólio, superando a polícia e ferindo mais de 140 agentes, quebrando janelas e portas, saqueando gabinetes e forçando legisladores ao esconderijo, interrompendo por horas a certificação.

Na mesma data, democratas organizaram na Câmara uma audiência com policiais, ex-parlamentares e civis que vivenciaram a violência. Muitos envolvidos na investigação original afirmam que o objetivo não é reavaliar o passado, mas impedir seu apagamento – especialmente após Trump retornar ao cargo e perdoar quase todos os condenados pelo ataque.

Violência política em evidência

Um novo relatório dos democratas detalha crimes recentes cometidos por vândalos indultados por Trump, alertando que os perdões contribuem para normalizar a violência política.

Fora do Capitólio, apoiadores de Trump, liderados pelo grupo extremista Proud Boys, refizeram o trajeto dos manifestantes de 2021. Cerca de 200 vestiam bonés vermelhos com o lema “Make America Great Again” e exibiam faixas exigindo justiça.

Tami Jackson, vinda do Texas, declarou estar fazendo a manifestação 522;em memória das pessoas que perderam a vida nesse dia522;. Seu marido, Brian, chamou alguns manifestantes de “mártires”.

O evento foi organizado, entre outros, pelo ex-líder Enrique Tarrio, que cumpria pena de 22 anos por conspiração sediciosa antes do perdão.

Os organizadores afirmam que a passeata homenageia os mortos de 6 de janeiro, incluindo a manifestante pró-Trump Ashli Babbitt, e protesta contra uso exagerado da força policial e processos judiciais politizados.

O conflito central entre os lados é o papel de Trump no ataque. Democratas dizem que ele incitou a violência para reverter a eleição; republicanos negam, apontando falhas de segurança e criticando o Departamento de Justiça.

Líderes republicanos consideram a audiência partidária e demonstraram pouco interesse em homenagens formais. O presidente da Câmara, Mike Johnson, aliado de Trump, ainda não instalou uma placa em homenagem aos policiais que defenderam o Capitólio, apesar da exigência legal.

Barry Loudermilk, representante republicano, afirmou que o 6 de janeiro tem sido usado para promover uma narrativa política contra Trump e seus aliados.

O ex-procurador especial Jack Smith declarou que o ataque não ocorreria sem Trump, mas abandonou o caso após a reeleição do republicano em 2024, seguindo a política do Departamento de Justiça que proíbe processos contra presidentes em exercício.

Trump foi submetido a julgamento político pela Câmara, controlada por democratas, logo após os distúrbios, mas foi absolvido pelo Senado, liderado pelos republicanos.

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