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Famílias pedem que crianças venezuelanas separadas nos EUA sejam devolvidas

Cerca de centenas de pessoas se reuniram em Caracas na quinta-feira (10) para reivindicar a volta à Venezuela de pelo menos 30 crianças que foram separadas de seus pais durante o processo de deportação nos Estados Unidos.
A manifestação ocorreu em frente à sede da ONU na Venezuela, com um palco exibindo uma grande imagem com os rostos das 30 crianças. Uma faixa dizia: “Filhos, são nossos, queremos que voltem”.
Mariale Castellano, que foi deportada para a Venezuela em 28 de maio, pediu o retorno da filha, Marelbis Valentina Castellano, de nove anos, que está atualmente sob os cuidados de uma família adotiva nos EUA.
“Esperei entre quatro e cinco meses para ser deportada com ela, mas não consegui”, contou a jovem mãe, de 26 anos.
Os participantes da manifestação seguravam balões brancos e cartazes com a mensagem “SOS, EUA, libertem nossos filhos”.
Uma comissão entregou uma carta aos representantes da ONU na Venezuela solicitando “ação imediata para o retorno” das crianças que foram cruelmente separadas de seus pais, segundo declarou Angy Zambrano, avó de uma das crianças.
“Hoje fomos à ONU. Ainda há tempo para que a ONU tome uma atitude justa… com essas crianças, a ONU pode reparar e emitir uma resolução”, afirmou Nahum Fernández, chefe do governo do Distrito Capital.
No dia 30 de junho, o governo venezuelano denunciou o “sequestro” de 18 crianças entre 1 e 12 anos de idade. Desde então, os relatos de separação familiar têm aumentado.
Além da devolução das crianças, a Venezuela exige também a repatriação de 252 migrantes que foram expulsos em 15 de março para El Salvador pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com base na Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798.
“Trump, pedimos com o coração: devolva nossos filhos, eles são venezuelanos”, declarou María Venegas, parente de um dos venezuelanos deportados para o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot) em El Salvador.
De acordo com dados oficiais, de fevereiro à primeira semana de julho, cerca de 7 mil migrantes foram enviados de volta dos Estados Unidos para a Venezuela em 41 voos, incluindo cerca de mil crianças.

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