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Lula critica Tarcísio após tarifaço de Trump: ‘Não vale tentar esconder chapeuzinho’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quinta-feira estar em melhor condição física do que quando tinha 60 anos e indicou que pode concorrer à reeleição em 2026 se achar necessário para impedir o retorno da extrema-direita ao poder.
Lula enviou uma mensagem direta ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi visto publicamente usando um boné da campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o slogan “Make Brazil Great Again”.
“Se vou ser candidato ou não é outra questão. Agora, aqueles que governaram este país de forma desastrosa não voltam mais. Seu Tarcísio pode tirar, mas não adianta tentar esconder o boné do Trump, Tarcísio. Pode mostrar para a gente saber quem você realmente é. Há muitos lobos com aparência de cordeiros”, afirmou o presidente em entrevista à TV Record.
Lula indicou que sua possível candidatura dependerá do cenário político, mas que está disposto a se candidatar se for necessário.
“Se for necessário disputar para evitar isso [o retorno da direita], eu estarei candidato”, declarou.
Na quarta-feira, Tarcísio criticou a gestão federal na condução das relações com os Estados Unidos, depois do anúncio da nova política tarifária do presidente Trump.
Em postagem nas redes sociais, o governador paulista afirmou que “não adianta colocar a culpa no Bolsonaro”, em referência à menção do ex-presidente brasileiro na carta oficial de Trump que anunciava as tarifas.
“Lula colocou sua ideologia acima da economia, e esse é o resultado. Tivemos tempo para prestigiar ditaduras, defender censura e atacar o maior investidor direto no Brasil. Outros países buscaram negociação. Não adianta tentar se esconder atrás do Bolsonaro. A responsabilidade é de quem está no governo. Narrativas não resolverão o problema”, declarou o governador paulista no X.
O clima ficou ainda mais tenso após o governo brasileiro convocar, pela segunda vez na quarta-feira, o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA, Gabriel Escobar, para pedir explicações sobre a decisão dos americanos. De acordo com o Itamaraty, a carta de Trump para Lula continha “informações falsas” e foi considerada “ofensiva”.
Lula respondeu publicamente afirmando que “qualquer medida unilateral de aumento de tarifas será respondida conforme a Lei brasileira de Reciprocidade Econômica”, que autoriza o Brasil a aplicar contramedidas proporcionais a ações comerciais hostis de outras nações.
“Do ponto de vista diplomático, várias ações podem ser tomadas. Podemos recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio), pedir investigações junto a outros países para cobrar coerência dos Estados Unidos. Mas o que realmente vai importar é o seguinte: temos a Lei da Reciprocidade, aprovada no Congresso Nacional. E podem ter certeza: primeiro vamos tentar negociar, mas se a negociação não avançar, a Lei da Reciprocidade será aplicada. Se eles cobrarem 50% de nós, cobraremos 50% deles”, garantiu Lula.

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