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Preguiça atropelada em estrada é salva e devolvida à natureza

Um encontro especial com a natureza aconteceu na tarde da última sexta-feira (18/7), na cidade de Registro, localizada no Vale do Ribeira, interior de São Paulo. Uma preguiça que sofreu ferimentos após ser atropelada foi recuperada e reintroduzida em seu ambiente natural. O evento contou com a presença da secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), Natália Resende, que também realizou uma visita técnica ao Centro de Triagem de Animais Silvestres local (Cetras).
O animal, um macho adulto da espécie Bradypus variegatus, foi levado ao Cetras em junho após ser encontrado com lesões nas patas dianteiras, possivelmente decorrentes de atropelamento na rodovia Régis Bittencourt. Funcionários da concessionária Via Arteris fizeram o resgate e acionaram a equipe técnica do centro. Ao longo de mais de um mês, o bicho-preguiça recebeu tratamento especializado para fraturas em suas unhas e lesões musculares e dérmicas, recebendo alta veterinária em seguida. Sua soltura ocorreu no bairro Jurumirim, próximo ao Cetras, em área florestal adequada para a espécie.
“É emocionante estar presente em um momento assim. A libertação de um animal reabilitado ressalta a importância do nosso sistema de atendimento à fauna silvestre e o comprometimento do Governo de São Paulo com a conservação da biodiversidade. Estamos zelando pelos nossos recursos naturais e garantindo finais felizes em histórias como esta”, afirmou Natália.
Desde a abertura em 12 de setembro de 2024, o Cetras-Registro já acolheu 591 animais silvestres em situação de risco — dentre eles, 422 aves, 131 mamíferos e 39 répteis. Ao menos 136 desses animais foram tratados e retornaram ao meio ambiente. Atualmente, 152 permanecem em cuidados na unidade.
“Cada animal que conseguimos reintegrar à natureza representa uma vitória frente aos impactos causados pelas atividades humanas na vida selvagem. No caso das preguiças, que simbolizam delicadeza e fragilidade, esse feito é ainda mais relevante”, destacou Liliane Milanelo, coordenadora da Coordenadoria de Gestão de Cetras da Semil.
Sobre o bicho-preguiça
Os bichos-preguiça são encontrados exclusivamente nas Américas e dividem-se em dois grupos principais: os de três dedos (família Bradypodidae) e os de dois dedos (família Megalonychidae). No Brasil, cinco das seis espécies conhecidas mundialmente são nativas.
Esses mamíferos, de hábitos noturnos, são lentos e silenciosos. Passam a maior parte do tempo nas copas das árvores, pendurados graças às suas garras longas. Alimentam-se de folhas, frutos e brotos, e sua coloração natural os camufla, protegendo-os de predadores como onças, serpentes e gavião-real.
Cada gestação resulta em um único filhote, que permanece agarrado à mãe por cerca de nove meses. Apesar da aparência frágil e do ritmo lento, podem viver até 35 anos.

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