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Aliados tentam colocar Eduardo Bolsonaro em cargo estadual para garantir mandato

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Aliados do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) estão procurando soluções para que ele possa continuar exercendo seu mandato, mesmo residindo fora do país, após o término oficial de sua licença neste domingo.

Uma das estratégias consideradas é a nomeação dele para uma secretaria estadual em governos aliados, como os de Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, ou Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo.

Se for nomeado, Eduardo poderia permanecer licenciado da Câmara dos Deputados com a aprovação da Casa, garantindo a manutenção de seu mandato. Fontes próximas aos governadores informam que há possibilidade de apoio para essa nomeação, mas as negociações ainda estão em fase inicial.

Esse tipo de decisão exigiria que o governador justificasse perante o público o pagamento do salário de secretário a um político que vive no exterior. Em Santa Catarina, onde Jorginho tem uma forte ligação com o bolsonarismo, acredita-se que o custo político seria menor.

Com as eleições de 2026 se aproximando, o cenário se altera, já que governadores de direita buscam apoio da base política do ex-presidente Jair Bolsonaro, e uma eventual nomeação poderia facilitar esse apoio na disputa presidencial.

Nos bastidores, governos como os de Ronaldo Caiado (União Brasil), em Goiás, e Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais, mostraram resistência à ideia.

Além de uma nomeação para secretaria, outras opções estão sendo avaliadas, como a possibilidade de votação remota.

A movimentação ocorre em meio a críticas à prolongada ausência de Eduardo do Brasil, especialmente após o recente aumento tarifário anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, afirmou que o partido tem trabalhado para garantir que Eduardo permaneça no cargo até o final da legislatura.

— Até o dia 4 de agosto, não há faltas devido ao recesso. Após essa data, ele pode se ausentar, mas estamos buscando alternativas para que continue no mandato até o término — declarou Sóstenes.

O líder do partido também minimizou a recente tensão entre Eduardo e o governador Tarcísio de Freitas:

— Houve um desentendimento, mas já foi resolvido. Não há qualquer conflito. Agradecemos e reconhecemos o trabalho que ele tem feito. O aumento tarifário não foi pedido por ele, mas uma decisão do presidente Trump. O que Eduardo solicitou foi a suspensão de vistos e outras medidas que agora estão sendo implementadas — explicou.

Mesmo durante o recesso parlamentar, a bancada do PL se reúne para discutir medidas legais impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que recentemente começou a usar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Eduardo deve participar da reunião por videoconferência.

Ao fim do dia, o ex-presidente deve ir ao Congresso para conceder entrevista à imprensa.

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