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Órgãos de jovem que morreu após comer bolinho são doados

Com a morte do jovem Lucas da Silva Santos, de 19 anos, que ficou quase dez dias internado com sintomas de envenenamento após comer um bolinho de mandioca, a família autorizou a doação de todos os órgãos que fossem viáveis.
O corpo da vítima foi enviado para o Hospital das Clínicas de São Paulo na manhã dessa segunda-feira (21/7) para a captação dos órgãos. Foram doados as córneas e os rins. As informações são da Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Bernardo do Campo.
Ainda segundo a pasta, o corpo de Lucas foi liberado para o Instituto Médico Legal (IML) ainda na parte da manhã. Os trâmites para o velório e o sepultamento vão depender da liberação do IML.
Lucas da Silva Santos morreu na tarde de domingo (20/7), em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. O padrasto da vítima, Admilson Ferreira Dos Santos, será indiciado por homicídio triplamente qualificado, após a confirmação da morte encefálica do jovem.
Padrasto preso
O padrasto de Lucas, Admilson Ferreira dos Santos, foi preso na última quarta-feira (16/7) e é considerado o principal suspeito de ter envenenado o bolinho ingerido pelo jovem.
Em entrevista coletiva, a delegada responsável pelo caso, Liliane Doretto, afirmou que recebeu relatos de dois irmãos de Lucas afirmando que Admilson abusou sexualmente deles durante a infância, com idades entre 4 e 9 anos, abusos esses que teriam durado anos.
A investigadora também afirmou que não há registros policiais denunciando os abusos porque o suspeito exercia um controle emocional sobre as vítimas, algo que teria acontecido também com Lucas.
Qualificadores do homicídio
Segundo a delegada Liliane, o inquérito instaurado contra Admilson terá três qualificadores: motivo torpe, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O primeiro qualificativo está relacionado à motivação passional do crime, baseada em sentimentos de ciúmes, controle e rejeição, caracterizando um valor moral reprovável.
O segundo se refere ao uso de veneno misturado à comida ingerida pelo jovem, uma forma traiçoeira de execução.
Por fim, o crime foi praticado sem aviso ou ameaça, impedindo a reação defensiva da vítima.
O caso é investigado como crime passional, já que Admilson teria envenenado Lucas para que ele saísse de casa, conforme mensagens do suspeito mostrando insatisfação com essa possibilidade.
Bolinhos enviados pela tia
Lucas passou mal cerca de meia hora após comer bolinhos de mandioca enviados pela tia, Cláudia Pereira dos Santos, irmã de Admilson.
Durante as investigações, ela foi inicialmente apontada como suspeita por ter enviado os alimentos, porém o padrasto e a mãe do jovem afirmaram que não tinham boa relação com ela; a tia negou e disse manter boas relações, embora um pouco afastada.
Cláudia confirmou à polícia ter enviado cinco bolinhos para o irmão, mas negou qualquer envolvimento com o envenenamento.
Em coletiva, a tia relatou que o padrasto havia solicitado que ela fizesse os bolinhos. Ela afirmou gostar de cozinhar por prazer e que sua filha de 9 anos levou os bolinhos para a casa do irmão com muito carinho.

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