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Cachorra vira-lata adotada vira perita da Polícia Científica de São Paulo

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O segundo cão perito da Polícia Científica de São Paulo é uma cachorra vira-lata chamada Savana. Ela foi encontrada abandonada em estado grave de desnutrição cerca de 4 anos atrás nas proximidades da casa do perito criminal João Henrique Machado, em São José dos Campos, na região do Vale do Paraíba, interior de São Paulo.

Resgatada pelo agente, Savana passou por tratamento para ser disponibilizada ao programa de adoção, entretanto, João Henrique criou um grande apego por ela e decidiu mantê-la.

Savana destacou-se no treinamento devido à sua disposição para aprender, sociabilidade e faro apurado. Ela é capaz de identificar manchas de sangue humano que são invisíveis a olho nu ou quando houve tentativa de remoção dos vestígios, auxiliando na solução de crimes.

Junto com o primeiro cão perito da Polícia Científica de São Paulo, o vira-lata Mani, Savana está disponível no Instituto de Criminalística de São José dos Campos, onde João Henrique atua há 5 anos.

“Para eles, o trabalho é uma grande diversão. Os dois se divertem juntos e competem para descobrir os vestígios primeiro”, relatou o perito criminal.

Treinamento da vira-lata

Após passar por avaliações internas, Savana treinou intensamente por 2 anos.

O treinamento inclui atividades de obediência, recreação e detecção.

Os exercícios acontecem em ambientes abertos e fechados, simulando os locais habituais das perícias criminais, como veículos, áreas amplas e roupas.

Os testes são frequentes e realizados em horários variados para evitar uma rotina fixa, já que o chamado pode ocorrer a qualquer momento.

O emprego de cães como ferramenta pericial é um projeto inovador no Brasil. Além de reduzir custos para a polícia, a técnica tem se mostrado mais eficaz na identificação de sangue humano em cenas de crime.

Sem estes animais, os agentes precisam usar luminol, um produto químico que reage com o ferro do sangue emitindo luz fluorescente. Porém, em amostras muito diluídas ou em locais muito iluminados e extensos, o efeito desejado pode não ocorrer.

Quando Savana localiza um vestígio, ela senta ou deita em frente ao local sinalizado, esperando análise. Sua recompensa é uma bola de borracha.

João Henrique Machado explica que o diferencial do trabalho está na variedade das amostras utilizadas, para que o cão não se acostume com o mesmo tipo sanguíneo e material, visto que o sangue muda com o tempo. Os cães são preparados para reconhecer essas diferenças sutis.

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