Economia
Confiança da indústria brasileira segue baixa no segundo semestre

A indústria brasileira iniciou o segundo semestre do ano ainda sem retomar a confiança, conforme aponta o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) – Resultados Setoriais, divulgado na terça-feira (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa indicou que 21 dos 29 setores industriais avaliados mostraram redução na confiança em julho.
Segundo a CNI, esses dados não refletem os impactos das tarifas impostas aos produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Houve uma queda generalizada significativa, mas ainda não capta totalmente a percepção dos empresários industriais sobre o anúncio de aumento das tarifas de importação do governo americano, já que a pesquisa foi realizada nos primeiros dias de julho”, explicou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. Para ele, a baixa na confiança está associada principalmente ao último aumento da taxa Selic.
A redução mais expressiva no índice de confiança ocorreu na região Norte, onde o indicador caiu de 53 pontos em junho para 50 pontos em julho, indicando uma transição de confiança para um estado de neutralidade. O índice da CNI varia de zero a 100 pontos, sendo que valores acima de 50 demonstram confiança, enquanto abaixo sinalizam falta dela.
A pesquisa mostra que apenas as indústrias do Nordeste mantêm-se confiantes, enquanto empresários das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste permanecem com baixa confiança.
Ainda, três segmentos passaram a apresentar falta de confiança, antes confiantes: perfumaria, limpeza e higiene pessoal; produtos diversos; e itens de borracha. Apenas o setor de manutenção e reparação migrou de falta para confiança. No total, 23 setores industriais experimentam falta de confiança, com apenas seis mostrando confiança.
A queda do índice atingiu empresas de todos os tamanhos, com maior declínio entre as médias (-1,3 ponto), seguidas pelas grandes (-1,1 ponto) e pequenas (-0,7 ponto).
O levantamento foi realizado entre 1º e 10 de julho, com participação de 1.788 empresas industriais, divididas em 724 pequenas, 652 médias e 412 grandes.

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