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Columbia suspende 80 estudantes após protestos contra conflito em Gaza

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A Universidade Columbia aplicou sanções a cerca de 80 alunos envolvidos em um protesto contra o conflito em Gaza que ocorreu em maio. Essa ação faz parte de um esforço da universidade para lidar com o que considera manifestações antissemitas no campus.

De acordo com o grupo que organizou os protestos, Columbia University Apartheid Divest (Cuad), os estudantes enfrentarão penalidades que variam da suspensão de um a três anos até a expulsão por terem invadido a biblioteca Butler durante as manifestações.

A administração da universidade anunciou que uma junta disciplinar decidiu, na última segunda-feira, sobre as punições referentes às ações que aconteceram na primavera de 2024. As punições específicas não foram divulgadas, mas incluem desde suspensão até revogação de diplomas.

Os protestos, que envolveram a invasão de espaços acadêmicos, foram desencorajados pela universidade, que considera essas ações uma violação das normas institucionais e sujeitas a consequências severas.

Essas medidas vêm após o governo federal americano, sob a administração do presidente Donald Trump, ter cortado recursos financeiros importantes para Columbia, incluindo um corte de 400 milhões de dólares em subsídios e contratos federais, como punição à tolerância da universidade com essas manifestações.

Para tentar recuperar esses fundos, Columbia implementou reformas e adotou medidas disciplinares semelhantes em relação a protestos anteriores pró-palestinos.

Donald Trump tem sido um crítico ferrenho de universidades nacionais que permitem manifestações estudantis contra a guerra na Faixa de Gaza, alegando que essas instituições fomentam o antissemitismo.

Além das sanções a instituições, o governo também tomou medidas contra estudantes estrangeiros envolvidos nos protestos, como no caso de Mahmoud Khalil, que foi detido por mais de três meses sob risco de deportação, apesar de possuir residência legal nos Estados Unidos. Ele foi liberado em 20 de junho por determinação judicial.

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