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Braga Netto faz novo pedido de liberdade após sete meses preso

General Walter Braga Netto, que já foi ministro da Casa Civil e da Defesa durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, encaminhou nesta terça-feira um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para revogar sua prisão preventiva. Ele está detido desde dezembro do ano passado.
Braga Netto foi preso depois que a Polícia Federal identificou que ele tentou acessar a delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-assessor próximo a Bolsonaro, com a intenção de influenciar as investigações sobre o plano golpista. Junto com o ex-presidente e Cid, o general é acusado de tentativa de golpe de Estado.
No dia 16 passado, o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, negou um pedido anterior da defesa, afirmando que os motivos para a prisão preventiva permanecem válidos. Os advogados do militar contestam essa decisão, argumentando que não houve apresentação de fundamentos concretos que justifiquem a manutenção da prisão.
Segundo a defesa, após mais de 220 dias de detenção, não foi apresentado nenhum fato novo ou motivo atual que demonstre perigo ou risco associado à liberdade do general. Eles afirmam que a decisão baseia-se apenas em repetição dos dispositivos legais sem justificativas concretas.
Além disso, os advogados ressaltam que a delação do tenente-coronel Cid já está pública, o que teria alterado completamente o quadro fático. Por isso, afirmam que os riscos apontados para justificar a prisão preventiva nunca foram fundamentados adequadamente e, atualmente, não fazem mais sentido no contexto do processo.

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