Economia
Brasil busca diálogo com Trump antes de tarifas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou na segunda-feira (28) seu interesse em iniciar um diálogo com o ex-presidente republicano Donald Trump sobre a taxação de 50% nas importações brasileiras, que será implementada na próxima sexta-feira.
O governo brasileiro manifestou diversas vezes sua disposição para fechar um acordo comercial com os Estados Unidos, que até o momento não responderam aos pedidos de negociação, conforme informado pelo Executivo brasileiro.
“Espero que o líder dos Estados Unidos reconheça a importância do Brasil e decida agir como se faz no mundo civilizado. Havendo divergências, sentemo-nos à mesa, deixemos as diferenças de lado e tentemos solucionar as questões”, declarou Lula durante uma cerimônia em Brasília.
Em abril, Trump anunciou tarifas de 10% sobre produtos brasileiros importados, mas aumentou a taxa para 50% em julho, justificando a medida como resposta a uma suposta perseguição contra seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe de estado contra Lula.
O governo do Brasil permanece aberto a negociações comerciais para rever as tarifas. Contudo, Lula considerou as críticas de Trump acerca do processo judicial contra Bolsonaro como uma “chantagem inaceitável”. “Queremos paz e diálogo, visando o comércio justo”, frisou o presidente brasileiro.
Posteriormente, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que os dois países mantêm conversas discretas e institucionais.
Os Estados Unidos, o terceiro maior parceiro comercial do Brasil após China e União Europeia, aplicaram uma das maiores sobretaxas globais ao país.
Com a aproximação da data para a vigência das tarifas, que impactarão significativamente os setores agrícola e aeronáutico, Alckmin declarou em Brasília que o governo federal está preparando um detalhado plano de contingência caso não se consiga um acordo com Trump.

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