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Agosto Lilás: mês para agir contra violência contra a mulher

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Para diminuir os casos de feminicídio destacados no 19° Anuário Brasileiro de Segurança Pública e na pesquisa Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil, o Ministério das Mulheres lança nesta sexta-feira (1º) a campanha anual Agosto Lilás, dedicada ao enfrentamento da violência doméstica e familiar, com foco especial nos feminicídios.

O anuário contabilizou 1.492 feminicídios em 2024. A pesquisa de março mostrou que, em 12 meses, mais de 21,4 milhões de mulheres com 16 anos ou mais sofreram algum tipo de violência.

No programa Bom Dia, Ministra, do Canal Gov da EBC, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, apresentou as ações para o mês que comemora os 19 anos da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006).

Márcia Lopes ressaltou a diversidade de atividades previstas: mobilizações, diálogos, campanhas e iluminação pública das cidades, sempre com o objetivo de garantir às mulheres uma vida digna e plena.

Ela informou que até o fim de agosto o governo federal busca fazer com que todas as unidades federativas firmem o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. Atualmente, apenas 14 estados aderiram ao pacto.

Ao assinar, cada estado se compromete com um plano de ação visando ampliar as medidas para prevenir e combater a violência contra as mulheres, com o reforço das forças de segurança e programas preventivos.

A ministra defendeu a realização de debates nas praças públicas, unidades básicas de saúde, Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), escolas, igrejas, sindicatos e ambientes de trabalho.

Márcia Lopes também tem dialogado com gestores municipais para destacar o papel fundamental deles na eliminação dos assassinatos motivados por gênero.

Afirmou: “Se cada prefeito declarar uma vez ao dia que em sua cidade não terá violência contra a mulher, isso fará diferença”.

Ela comentou casos recentes de violência machista, como a tentativa de feminicídio em que uma mulher foi agredida com 61 socos pelo namorado dentro de um elevador em Natal.

Descreveu o episódio como um ato terrível e enfatizou a importância de envolver os homens no combate à violência contra as mulheres.

Segundo Márcia Lopes, é preciso entender que essa violência tem raízes históricas no machismo e autoritarismo e que não pode ser aceita como normal ou natural.

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