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EUA e China se enfrentam online por críticas e elogios ao Brasil
Em meio às tensões causadas pelas tarifas impostas por Donald Trump e ao decreto de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o Brasil tornou-se o centro de um confronto nas redes sociais entre as embaixadas dos Estados Unidos e da China.
Enquanto a embaixada americana no país faz críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os chineses destacam a qualidade dos produtos brasileiros e mostram interesse nas exportações do Brasil.
No dia 7 de setembro, a Embaixada dos Estados Unidos declarou que existem censura, perseguição política e violações de direitos humanos no Brasil, responsabilizando Moraes como o principal responsável. O órgão informou que está acompanhando a situação atentamente e advertiu aqueles que apoiarem o ministro.
“Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras áreas foram alertados a não apoiar ou facilitar suas ações”, disse a embaixada americana em uma publicação no X (antigo Twitter). Conforme noticiado pelo Estadão, o Itamaraty pretende convocar Gabriel Escobar, chefe da embaixada, para esclarecimentos sobre essa postagem.
Por outro lado, o perfil oficial da Embaixada da China no X publicou elogios aos produtos brasileiros. Em 6 de setembro, destacou que o açaí “conquistou os paladares chineses”, afirmando que essa superfruta amazônica tem ganhado espaço no mercado chinês, atraindo consumidores pelo sabor e benefícios à saúde.
Além do açaí, a embaixada chinesa ressaltou em 2 de agosto a abertura do mercado chinês para o café e gergelim brasileiros, ambos recentemente afetados por tarifas adicionais nos Estados Unidos.
O café brasileiro também foi destacado em 5 de setembro, em outra publicação que o chamou de “queridíssimo café brasileiro”.
As postagens da embaixada americana refletem ações do governo Trump contra Moraes e ministros do STF. Além de Moraes ser alvo da Lei Magnitsky — uma medida para restringir direitos a violadores graves de direitos humanos — outros sete ministros tiveram seus vistos suspensos pelos EUA.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos tem adotado um tom firme contra Moraes. Marco Rubio, chefe da pasta, afirmou que “a toga não pode proteger” quem viola direitos humanos, alertando que essa medida deveria servir como aviso a quem desrespeita direitos fundamentais.
Em 30 de julho, Rubio compartilhou uma mensagem replicada pela Embaixada dos EUA, ressaltando que a justiça não pode amparar tais transgressões.
Recentemente, o vice-secretário do Departamento, diplomata Christopher Landau, descreveu a postura de Moraes como mostrando tendências autoritárias ao se referir a ele com críticas baseadas na obra de George Orwell, conhecida por denunciar regimes totalitários.

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