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Gleisi Hoffmann culpa falha na organização da base pela derrota na CPI do INSS

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Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais, reconheceu uma falha na coordenação da base governista após o governo enfrentar uma derrota logo na primeira fase da instalação da CPI do INSS.

A comissão escolheu opositores ao presidente Lula para presidir e relatar a CPI, cargos estratégicos. Gleisi ressaltou que o governo continuará empenhado para impedir que a CPI seja usada para fins políticos:

“Apesar do resultado alcançado pela oposição, devido a erros na mobilização de nossa base, seguiremos trabalhando, ajustando as falhas, para garantir que a comissão não seja desviada para interesses políticos. É essencial que as investigações progressivas e a restituição aos aposentados, já em andamento, não sofram interrupções”, afirmou a ministra.

Após o revés, Gleisi convocou os líderes do governo para uma reunião no Palácio do Planalto na tarde de quarta-feira (20) para avaliar as causas da derrota, que surpreendeu o Planalto, e planejar as próximas ações.

Governistas apontaram que a ausência de parlamentares do MDB, que o governo contava para vencer, foi um fator do resultado. Segundo o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), Gleisi cobrou diretamente maior empenho da base governista.

Ele esclareceu que o problema não foi a falta de votos disponíveis, mas a falha na articulação política. “Houve uma subestimação da situação. A base deveria ter se mobilizado melhor para garantir a maioria e levar adiante os trabalhos. Gleisi exigiu maior atenção e comprometimento dos líderes, mas ninguém teme essa CPI”, comentou.

Antes da reunião, o presidente da República teve um encontro rápido com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no Palácio da Alvorada, fora da agenda oficial.

A eleição do comando da CPI foi vista como um golpe para o governo. O senador Carlos Viana (Podemos-MG), da oposição, foi escolhido com 17 votos, contra 13 do favorito Omar Aziz (PSD-AM), que contava com o apoio do presidente Lula e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O presidente da Câmara indicou o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) para relator, mas o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), da oposição, foi eleito para o posto.

Esse resultado decorreu de uma articulação de última hora que garantiu vantagem de três votos para a oposição.

A CPI tem a missão de investigar supostas irregularidades em descontos indevidos em aposentadorias e pensões, que podem ter causado perdas superiores a R$ 6,4 bilhões, segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU).

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