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Francesa e filho com síndrome de down deixados em aeroporto serão levados de volta à França

Uma mulher francesa de 77 anos e seu filho de 42 anos com síndrome de Down podem ser repatriados para a França na segunda-feira (1º de setembro), conforme comunicado exclusivo obtido pelo Consulado Francês.
A idosa e seu filho, que têm necessidades especiais, foram abandonados por seu outro filho mais novo no Aeroporto Internacional de São Paulo, na região metropolitana. Eles chegaram a passar duas noites dormindo em bancos dentro do aeroporto.
Durante cinco dias, mãe e filho permaneceram nas dependências do aeroporto, onde receberam ajuda após a situação ter sido denunciada.
Johanna Fundula Ute Lechner e Opahlinr Yah Aiok foram levados ao Hospital Geral de Guarulhos (HGG), onde permanecem até o momento. A mulher apresenta trombose grave na perna esquerda e o filho estava em condições higienicamente precárias.
Condições para o retorno
O departamento social do Consulado Geral da França em São Paulo conseguiu contatar o filho que abandonou a família. Ele se comprometeu por escrito a receber a mãe e o irmão no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, e a garantir a estadia deles até serem acolhidos por um centro humanizado na capital francesa.
Além disso, uma enfermeira e dois funcionários do consulado acompanharão mãe e filho durante o voo, e o consulado pediu que o hospital mantenha ambos assistidos até o embarque para a França.
Depoimento da mãe
Em vídeo gravado no terminal 3 do aeroporto em 21 de agosto, a francesa explicou sua condição de saúde e a difícil situação vivida. Ela relatou que antes de chegar ao Brasil, esteve na Bolívia com o filho que a deixou no aeroporto. No dia em que ele partiu para a França, ela pretendia viajar para Moscou, na Rússia, onde desejava “ir para morrer”. Entretanto, a tripulação impediu seu embarque, devido à sua condição de saúde.
Acomodação e apoio
Impedidos de embarcar, a mãe e o filho ficaram hospedados por duas noites em um hotel dentro do aeroporto, custeado pela companhia aérea. A mulher relatou que depois foram solicitados a pagar a estadia, o que os fez sair do hotel e permanecer no aeroporto.
Avaliação médica e assistência
O setor social do consulado informou que a Emirates recusou o embarque devido ao estado mental da mulher e à falta de um acompanhante. O conselho médico indicou que eles não poderiam viajar sozinhos e recomendou que fossem acolhidos pelos serviços sociais brasileiros, garantindo que mãe e filho não fossem separados.
Posição das autoridades locais
A Prefeitura de Guarulhos confirmou que foi informada sobre o possível abandono e salientou que a companhia aérea custeou dois dias de hospedagem, mas não se responsabilizou mais. A prefeitura afirmou continuar presente, dialogando com as partes envolvidas e acompanhando o caso para garantir auxílio humanitário.
A empresa que administra o aeroporto informou que acionou os órgãos públicos necessários, encaminhando mãe e filho para o posto humanizado da prefeitura e depois ao hospital, oferecendo todo o suporte possível.

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