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Campanha contra o HPV em escolas gera críticas de mães

A Prefeitura de Praia Grande, localizada no litoral do estado de São Paulo, está promovendo uma campanha de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) destinada a adolescentes entre 15 e 19 anos. Durante a iniciativa, o município também está atualizando as vacinas de crianças e jovens que estão com a imunização atrasada, oferecendo vacinas contra doenças como a gripe e a dengue.
No entanto, algumas mães de estudantes relataram insatisfação por não terem sido informadas previamente sobre a aplicação das vacinas.
Informações da Prefeitura
Conforme divulgado pela Prefeitura de Praia Grande, por meio da Secretaria de Saúde (Sesap), a campanha segue as orientações do Ministério da Saúde, com o intuito de proteger jovens que ainda não receberam a vacina contra o HPV.
Essa vacina é fundamental para prevenir diversos tipos de câncer, incluindo os do colo do útero, vulva, pênis, ânus e orofaringe. As aplicações são feitas tanto nas Unidades de Saúde da Família (Usafas) quanto em escolas públicas, conforme avaliação das equipes de saúde.
Durante as vacinações, a equipe avalia o cartão de vacinação dos estudantes e, caso identifique vacinas em atraso, administra as doses necessárias, mesmo que não sejam do imunizante contra o HPV. Essa prática está alinhada com o Programa Nacional de Imunização (PNI), conforme o decreto 78.231/76.
Algumas mães expressaram preocupação após relatos de reações alérgicas em crianças após a vacinação. Contudo, a Secretaria de Saúde Pública informou que não recebeu notificações oficiais sobre esses eventos e que o caso está em investigação pela Sesap.
Vacinação contra o HPV no Brasil
O HPV é responsável por cerca de 99,7% dos casos de câncer cervical, uma doença que pode ser prevenido por meio da vacinação, rastreamento e tratamento adequados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda atingir uma cobertura vacinal superior a 90% para eliminar esse tipo de câncer.
No Brasil, a taxa de imunização na faixa de 9 a 14 anos é de aproximadamente 77%. Embora o país tenha ultrapassado a média global de vacinação — que é de 12% —, muitos adolescentes mais velhos ainda não foram vacinados.
Em 2024, identificou-se que cerca de 7 milhões de jovens entre 15 e 19 anos não receberam a vacina contra o HPV, incluindo meninos. Para combater esse problema, foi lançada uma campanha especial para alcançar quase 3 milhões de jovens em 121 municípios com baixa adesão à vacinação.
Mesmo com essa iniciativa, até agosto de 2024, apenas 106 mil adolescentes dessa faixa etária foram vacinados, o que representa apenas 1,5% do público-alvo estimado. Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro estão entre os que possuem maior número de jovens não imunizados.

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