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Mistério persiste após 90 dias da morte do empresário em Interlagos

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Já se passaram três meses desde o desaparecimento do empresário Adalberto Amarílio dos Santos, ocorrido em 30 de maio, depois que ele passou o dia com um amigo em um evento de motocicletas no Autódromo de Interlagos, localizado na zona sul de São Paulo. O caso permanece sem solução.

O corpo de Adalberto foi encontrado em 3 de junho, dentro de um buraco em uma área de obras no kartódromo de Interlagos. Até o momento, as autoridades policiais ainda não conseguiram determinar a data exata da morte do empresário. Já são 90 dias sem respostas.

A Polícia Civil de São Paulo, quando questionada sobre atualizações, afirmou que não há informações disponíveis para divulgação atualmente, visando preservar as investigações.

Cronologia do desaparecimento

Adalberto não retornou para sua residência após participar de um evento de motocicletas com um amigo no Autódromo de Interlagos. Em seu depoimento, o amigo descreveu como foi o dia do desaparecimento.

Amigos há cerca de oito anos, ambos compartilhavam o interesse por motocicletas e integravam um grupo no WhatsApp chamado “Renatinha Motoqueirinha”, onde organizavam passeios e se comunicavam diariamente.

Durante a tarde, participaram de test drives de motocicletas entre 14h30 e 17h. Depois, foram tomar café em um dos quiosques e passearam pelo evento. O empresário sugeriu que tomassem cerveja.

Às 17h15, assistiram uma ativação de motocross no evento e, às 19h45, curtiram o show do cantor Matuê. Durante a apresentação, ambos consumiram maconha, adquirida por Adalberto de estranhos no local, além de aproximadamente oito cervejas.

O amigo relatou que Adalberto aparentava estar alcoolizado e alterado, ficando mais agitado devido à combinação de bebidas. Não houve incidente ou desentendimento durante o evento.

O show terminou às 21h e os dois se despediram por volta das 21h15. Adalberto afirmou que voltaria para jantar com a esposa. O amigo permaneceu no evento até as 22h30 antes de ir para casa e dormir.

Cerca de duas horas depois, às 2h, recebeu uma mensagem da esposa de Adalberto perguntando sobre o paradeiro dele.

No dia seguinte, o amigo teve sua motocicleta roubada por quatro indivíduos armados. Ele também teve seu celular e capacete levados.

Corpo encontrado em buraco

O corpo de Adalberto foi localizado no dia 3 de junho em um buraco de aproximadamente dois metros de profundidade e 40 centímetros de largura, por um funcionário da construção civil na Avenida Jacinto Júlio. Inicialmente, pensou que fosse um manequim, pois apenas o capacete era visível, mas acionou as autoridades.

Foi instaurado um inquérito no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso como homicídio. Segundo a diretora do departamento, Ivalda Aleixo, o corpo não apresentava ferimentos aparentes, sangue, fraturas ou lesões externas.

Adalberto foi encontrado dentro do vão de uma obra, usando somente jaqueta e cueca, com um capacete na cabeça e mãos levantadas. Havia muita terra em seu rosto e mãos.

Ivalda acredita que o empresário foi colocado no buraco desacordado ou já morto, pois não há sinais de tentativa de fuga ou resistência. O corpo estava a cerca de um metro de profundidade, não estando mais abaixo por conta dos braços.

Suspeitas sobre os seguranças

A investigação aponta como provável que a morte tenha ocorrido após um confronto com um segurança do evento de motocicletas. O golpe fatal pode ter sido um mata-leão, pois o corpo não mostra lesões visíveis, e laudos indicam morte por asfixia e lesões nos joelhos.

Na coletiva realizada em 18 de julho, a polícia revelou que cinco seguranças que trabalharam no evento são suspeitos. Quatro foram conduzidos ao DHPP, e um deles ainda não foi localizado. Também foi levada para depor uma pessoa da empresa ESC Segurança, responsável pela segurança no evento. Todos permaneceram em silêncio.

Dois dos suspeitos foram omitidos da lista oficial da ESC Segurança. O único nome divulgado pela investigação é Leandro de Thallis Pinheiro, lutador de jiu-jitsu. Ele chegou a ser preso por porte ilegal de arma, mas foi liberado após pagamento de fiança.

Leandro exercia liderança entre os seguranças e estava ausente do trabalho no dia seguinte ao desaparecimento de Adalberto. A empresa, porém, nega vínculo empregatício com ele.

Celulares apreendidos e depoimentos

Celulares e computadores dos suspeitos foram recolhidos para análise. O DHPP examinou aparelhos de vigilantes de duas empresas que atuavam no local no dia do evento.

Funcionários das empresas Malbork e ESC Segurança tiveram seus celulares apreendidos e analisados com autorização judicial. Os laudos foram anexados ao processo, que segue sob segredo de justiça.

Em depoimentos, os seguranças Paulo e Edmilson afirmaram não terem presenciado nem terem conhecimento de nada fora do comum que pudesse ajudar a esclarecer o caso.

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