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Moraes amplia vigilância na residência de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou no sábado (30) o reforço da vigilância na área externa da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele está sob prisão domiciliar desde o início de agosto, pouco antes da etapa final de seu julgamento por suposta tentativa de golpe de Estado.
Em documento judicial obtido pela AFP, Moraes exigiu inspeções nos compartimentos e porta-malas de todos os veículos que saírem da casa, localizada em um condomínio de luxo em Brasília.
O magistrado também determinou que haja acompanhamento presencial na área externa da residência, incluindo a zona que faz limite com outros imóveis.
Essa medida foi tomada com base em pedido da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal, que apontou a existência de pontos cegos na fachada da casa, representando risco de fuga.
Na terça-feira, a Polícia Federal pediu permissão para monitorar o interior da casa de Bolsonaro, mas a Procuradoria-Geral da República se opôs à presença de policiais dentro da residência.
Na segunda-feira anterior, Alexandre de Moraes, que preside o julgamento, já havia reforçado a vigilância mandando manter uma presença policial constante em frente ao imóvel onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto.
Acusado de conspirar para se manter no poder de forma autoritária após perder as eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente de direita extrema enfrenta possibilidade de quase 40 anos de prisão.
A etapa final deste julgamento começa na terça-feira (2), quando os juízes do Supremo decidirão se condenam ou absolvem o ex-chefe de Estado (2019-2022) e sete colaboradores.
Bolsonaro, 70 anos, é obrigado a usar tornozeleira eletrônica por violar restrições que o impedem de usar redes sociais.
Essas limitações foram impostas após investigação que o acusa de obstruir a Justiça.
Na semana passada, a Polícia Federal recomendou seu indiciamento por essas suspeitas, apontando a existência de um documento no celular do ex-presidente onde ele teria redigido um pedido de asilo político na Argentina, dirigido ao presidente Javier Milei.
A defesa de Bolsonaro rejeitou essa acusação, afirmando que um rascunho de pedido de asilo ao presidente argentino, datado de fevereiro de 2024, não pode servir como prova de intenção de fuga.

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