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Assalto à casa dos ex-sogros de Jair Bolsonaro preocupa traficantes e faz suspeitos se esconderem

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O assalto à residência dos ex-sogros do ex-presidente Jair Bolsonaro, situada em Resende, região Sul Fluminense, causou desconforto entre os traficantes da comunidade Alvorada, próxima ao local do crime. O incidente atraiu a atenção da polícia para a área, levando os criminosos a se ocultarem, o que facilitou a ação dos policiais da 89ª DP (Resende) que realizaram as prisões nesta sexta-feira de Vitor Hugo Henrique da Silva, Marcelo Corrêa Tobias e Eliane da Silva, conhecida como Lili.

— O roubo foi cuidadosamente planejado, mas a pressão exercida pela polícia e pelos próprios criminosos da região obrigou os envolvidos a se esconderem no bairro Paraíso. A partir dessa informação, conseguimos identificar o local exato e efetuar as capturas — explicou o delegado Michel Floroschk, responsável pela delegacia de Resende.

No local da prisão, as autoridades apreenderam um revólver com a numeração raspada, munições restritas, entorpecentes, balança de precisão, roupas usadas no crime, balaclavas e objetos subtraídos da casa das vítimas. Dois veículos foram recolhidos, incluindo um Fiat Palio Adventure branco usado na fuga. A operação contou ainda com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que auxiliou no rastreamento do automóvel usado pelos criminosos.

O crime ocorreu no dia 24, quando a mãe e os avós do senador Flávio Bolsonaro foram rendidos por homens armados dentro da residência. As vítimas foram amarradas e mantidas sob ameaça por aproximadamente duas horas. Os ladrões levaram joias, celulares e o carro da família, um Ford Focus, que foi abandonado horas após o roubo em uma estrada rural entre Resende e municípios do interior paulista.

Imagens de câmeras de segurança analisadas desde o primeiro momento mostraram os dois carros usados no delito: um Palio branco e um Gol prata, ambos com placas trocadas antes e depois do assalto para dificultar a identificação.

— Nas primeiras horas, já conseguimos levantar imagens revelando os veículos usados e a organização dos suspeitos. Desenvolvemos um intenso trabalho de mapeamento das rotas até localizar onde eles estavam escondidos — afirmou o delegado Floroschk.

Durante as investigações, a polícia encontrou em uma área de mata o celular de Rogéria Nantes Bolsonaro, mãe do senador, o que permitiu monitorar o aparelho e reforçar a vigilância no bairro Paraíso, local para onde o grupo retornou após a fuga.

Na sexta-feira, uma denúncia indicou que os assaltantes estavam protegidos em uma residência por Eliane da Silva. Os policiais cercaram o local e efetuaram a entrada. Marcelo Corrêa Tobias e Vitor Hugo Henrique da Silva tentaram escapar pelos fundos, mas foram capturados após resistência. Um quarto suspeito, identificado como André Francisco da Silva, conseguiu fugir.

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