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Homem absolvido após confundir adolescente com policial e ser acusado de assassinato

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A Justiça de São Paulo decidiu nesta quarta-feira (26/11) absolver Jhonatan Bueno Martins de Camargo, que enfrentava acusações de ter matado a adolescente Khaylane da Silva, de 15 anos, depois de confundi-la com um agente policial em Santos, no litoral do estado. O caso aconteceu em 2020.

Desde 2024, Jhonatan estava detido preventivamente pelo homicídio de Khaylane e por tentar matar outra adolescente, que foi atingida por um tiro de raspão. As autoridades chegaram até ele após o reconhecimento feito por uma testemunha que ouviu conversas dentro de um grupo criminoso.

Na noite de 31 de janeiro de 2020, Khaylane foi alvejada na cabeça no bairro Bom Retiro, em Santos. Segundo as investigações, a jovem teria ativado o flash do celular em uma região perigosa, o que levou os criminosos a acharem que ela era uma policial.

Durante o processo investigativo, uma testemunha identificou Jhonatan Bueno Martins de Camargo como responsável por palavras ditas após os disparos. Além disso, uma denúncia anônima também indicou sua culpabilidade. No julgamento realizado nesta quarta-feira, oito testemunhas foram ouvidas e a maioria dos jurados considerou não haver provas suficientes para condená-lo pelos disparos.

A juíza Andrea Aparecida Nogueira Amaral ressaltou o respeito pela decisão do júri e destacou que, diante da ausência de provas que confirmassem a autoria do crime pelo acusado, foi necessária a sua absolvição.

Com a sentença, a juíza ainda solicitou que um alvará de liberdade seja emitido para Jhonatan, que deve deixar a prisão nos próximos dias.

O advogado de defesa, Paulo de Jesus, destacou que a decisão reconhece o princípio de soberania do júri previsto na Constituição Federal. Ele reforçou que não existem testemunhas que viram Jhonatan efetuando os disparos e que o veredito foi justo.

“O tribunal do júri representa o povo julgando. Em casos de crimes dolosos contra a vida, o júri é quem tem a palavra final. Não havia prova concreta nem testemunha presencial que afirmasse ter visto meu cliente atirando. As duas acusações, uma consumada e outra tentada, resultaram na absolvição de Jhonatan“, concluiu.

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