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Partido de extrema direita alemã cria grupo juvenil com protestos

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O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) lançou neste sábado (29) uma nova organização juvenil durante um congresso próximo a Frankfurt, que começou com mais de duas horas de atraso devido a manifestações contrárias a esta formação contra a imigração e pró-Rússia.

Como segundo colocado nas eleições legislativas de fevereiro, o AfD, que lidera a oposição alemã, se prepara para disputar diversas eleições regionais em 2026, especialmente em regiões da antiga Alemanha Oriental onde possui maior apoio.

A nova ala juvenil substitui a “Junge Alternative” (Alternativa Jovem), extinta no início do ano pelo partido, após classificações dos serviços de inteligência que a consideraram como grupo extremista.

Anteriormente, o braço jovem do partido esteve envolvido em várias controvérsias, incluindo membros cantando slogans racistas e confraternizando com neonazistas.

Um dos líderes do AfD, Tino Chrupalla, reconheceu durante o congresso em Giessen a necessidade de “aprender com os erros do passado”. Ele mencionou que alguns integrantes da antiga organização juvenil “não tiveram pé no chão e agiram de forma equivocada”.

O primeiro líder da “Generation Deutschland” será Jean-Pascal Hohm, deputado regional de 28 anos do Brandemburgo, um bastião do AfD no leste alemão, eleito com 90,4% dos votos.

Jean-Pascal Hohm afirmou: “Vamos lutar com firmeza para promover uma verdadeira mudança na política migratória, para que a Alemanha permaneça como a nação e lar dos alemães”.

Quanto às acusações de espionagem a favor da Rússia e outros regimes autoritários, Hohm declarou: “Somos patriotas alemães”. “Ninguém aqui é agente da Rússia ou de outro país”, assegurou.

Em Giessen, opositores do AfD protestaram com cartazes contra o fascismo, enquanto a polícia montava um amplo esquema de segurança.

Um porta-voz da polícia estimou que cerca de 25.000 pessoas participaram das manifestações, enquanto os organizadores esperavam reunir até 57.000.

Carsten Kachelmus, um manifestante de 52 anos, destacou: “Não podemos permitir o ressurgimento de uma Juventude Hitlerista, especialmente nós que conhecemos nossa história”.

A Alemanha, país marcado pelo passado nazista, resistiu por muito tempo ao avanço da extrema direita nas urnas. No entanto, a onda migratória de 2015, principalmente da Síria, aliados a ataques terroristas e crimes cometidos por estrangeiros, fomentaram o crescimento do AfD.

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