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Força Nacional de Segurança não resolve problemas, diz Mendonça
Em meio ao aumento das discussões sobre estratégias para combater a criminalidade, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (1º/12) a empresários que a Força Nacional de Segurança é uma ilusão.
O posicionamento do ministro, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), surge no momento em que a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, apresentou a ideia de criar a Guarda Nacional Civil, destinada a substituir as Forças Armadas nas operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
Mendonça explicou que a Força Nacional é uma junção de policiais estaduais que são deslocados para a União, vinculados ao Ministério da Justiça, realizando trabalhos temporários que podem causar uma impressão momentânea de segurança, mas não atacam as causas estruturais do problema. Ele ressaltou que existe um desafio sério relacionado à cooperação entre as instituições.
Segundo o ministro, a colaboração entre as corporações enfrenta obstáculos por causa de rivalidades e desconfianças mútuas.
“Quando fui ministro da Justiça e Segurança Pública, tentei estabelecer essa cooperação com o estado de São Paulo, mas não obtive sucesso, pois há uma percepção de invasão de competências,” comentou Mendonça, que ocupou o cargo na gestão do ex-presidente Bolsonaro.
O que é a Guarda Nacional Civil
A Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, propôs em novembro a criação da Guarda Nacional Civil. A ideia consiste em uma nova força policial que gradualmente substituiria o uso das Forças Armadas nas operações de garantia da ordem pública.
Essa nova força seria estabelecida por meio de uma proposta constitucional, tornando-se um órgão policial federal para atuar em todo o país, com foco especial nas regiões de fronteira e na Amazônia Legal, ampliando as instituições de segurança pública existentes.

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