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Limpeza reclama da falta de lixeiras no Reveillon da Paulista
A equipe responsável pela limpeza da Avenida Paulista durante a festa de Réveillon 2026, organizada pela Prefeitura de São Paulo, enfrentou dificuldades devido ao acúmulo de lixo no evento. A falta de lixeiras e a remuneração considerada baixa foram os principais pontos de insatisfação.
Na área VIP, que é destinada a convidados, funcionários da Prefeitura e imprensa, não havia lixeiras adicionais, e o público teve que utilizar as lixeiras fixas na avenida, que rapidamente ficaram cheias. A administração municipal estava distribuindo gratuitamente água e cerveja nesse setor.
Uma colaboradora, que preferiu não se identificar, comentou: “Tem que ficar andando com saco de lixo na mão, é horrível”.
Fotos feitas pelo Metrópoles mostram o grande volume de copos e latas de cerveja acumulados na Avenida Paulista durante os shows de celebração da chegada de 2026.
Outro trabalhador, contratado por uma empresa terceirizada, elogiou a organização do evento, mas reclamou do baixo valor recebido pelo trabalho de nove horas no dia 31 de dezembro.
Ele afirmou: “Está excelente, a estrutura está organizada, só o pagamento da limpeza que é pouco.” Segundo ele, recebeu R$ 130 para trabalhar das 14h às 23h na Avenida Paulista.
O acúmulo de lixo, segundo o funcionário, não se restringiu somente à área VIP, sendo também notado entre o público geral. “Isso acontece em qualquer evento, o pessoal é assim,” comentou.
Um trabalhador da limpeza urbana da Prefeitura de São Paulo, por sua vez, negou qualquer problema na higienização da via.
Ele declarou: “É um prazer trabalhar aqui, vou até de manhã.” Carregando uma lixeira entre o público, afirmou que a falta de lixeiras extras não tem atrapalhado sua função.
O lixo recolhido pela equipe está sendo depositado em uma caçamba localizada na rua Bela Cintra, esquina com a Avenida Paulista.
Durante o evento, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), fez um discurso no palco agradecendo a equipe de limpeza pelo esforço realizado na Avenida Paulista.
Na distribuição de bebidas, a Prefeitura oferecia copos plásticos de água e latas de cerveja até as 23h na área VIP. Após o estoque de cervejas acabar, passaram a distribuir longnecks de cerveja em garrafas de vidro, embora o uso de objetos de vidro fosse proibido na festa.
O Metrópoles questionou a Prefeitura de São Paulo sobre essa contradição e aguarda uma resposta.


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