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Mortes em protestos contra alta do custo de vida no Irã
Confrontos entre manifestantes e forças de segurança resultaram em três mortes nesta quinta-feira (1º) no Irã, conforme reportagens locais, sendo as primeiras fatalidades desde o início dos protestos contra a alta do custo de vida.
O protesto teve início no domingo na capital, Teerã, onde comerciantes fecharam seus estabelecimentos para manifestar contra a hiperinflação, a desvalorização da moeda e a paralisação econômica, e logo se espalhou para universidades e outras áreas do país.
Na quinta-feira, houve confrontos em cidades de porte médio com dezenas de milhares de habitantes.
Em Lordegan, localizada no sudoeste, dois civis foram mortos, conforme informou a agência de notícias Fars, que citou confrontos com arremesso de pedras e atos de vandalismo nesta cidade a 650 quilômetros de Teerã.
A mesma agência mencionou danos consideráveis e a prisão de várias pessoas.
Além disso, um integrante das forças de segurança morreu em confrontos em Kuhdasht, também na região oeste do país.
Até o momento, os protestos têm sido menos intensos do que as grandes manifestações que abalaram o Irã no final de 2022, após a morte sob custódia da jovem iraniana Mahsa Amini.
A morte dela após ser detida por supostamente violar o severo código de vestimenta do país gerou um grande protesto de indignação que resultou em centenas de vítimas fatais, incluindo dezenas de membros das forças de segurança.


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