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Uma ex-refém israelense do Hamas diz ter sofrido agressões sexuais
Romi Gonen, uma ex-prisioneira israelense mantida pelo Hamas, revelou em entrevistas à televisão que sofreu diversas agressões sexuais durante os primeiros dias de seu cativeiro em Gaza, um relato incomum entre os que foram libertados do território palestino.
“Ninguém mais vai me mandar calar a boca. Estou aqui, sobrevivi”, declarou Romi Gonen, de 25 anos, em duas entrevistas ao Canal 12, sendo a última exibida na noite de quinta-feira (1º).
A jovem mencionou ter sido submetida a diferentes tipos de agressões sexuais por quatro homens distintos, com variações na gravidade.
Embora não tenha usado explicitamente a palavra “estupro”, sua descrição sugere claramente que foi vítima desse crime.
Outros israelenses, incluindo outra mulher, também relataram terem sofrido abusos sexuais enquanto estavam em cativeiro, mas o Hamas nega todas as acusações.
Em um momento, Romi descreveu: “tudo acontece no quarto, em silêncio. Comecei a chorar sem conseguir me controlar”. Um dos agressores fez sinais para que ela ficasse calma, colocando o dedo nos lábios e dizendo: ‘Se não se acalmar, vou ficar furioso’.
Outra agressão durou quase meia hora, durante a qual ela pensou: “Romi, todo Israel acredita que você está morta, mas na verdade você vai ser escrava sexual dele para sempre”.
Em outra ocasião, um de seus captores sentou-se em um sofá e perguntou: “Romi, você está bem ou não?” Na cabeça dela, pensou: ‘Como pode me perguntar isso?’. Em seguida, o homem aproximou-se, colocou uma pistola contra sua cabeça e ameaçou: “Se você contar para alguém, eu te mato”.
Romi Gonen participou do festival de música eletrônica Nova, em Reím, próximo a Gaza, quando foi sequestrada em 7 de outubro de 2023, durante um ataque do Hamas em solo israelense, que deu início à guerra em Gaza. Ela foi libertada em janeiro de 2025.
Em resposta, o Hamas afirmou que as acusações são falsas.


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