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Centro-Oeste

Movimento tranquilo nas embaixadas dos EUA e Venezuela após ataque

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As embaixadas dos Estados Unidos e da Venezuela, localizadas em Brasília, iniciaram o sábado (3/1) com rotina normal, sem agitação fora do comum, após o ataque ocorrido, que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

O Metrópoles visitou as sedes das embaixadas e encontrou apenas funcionários dos dois países, sem qualquer movimentação atípica. A bandeira venezuelana, apesar de um pouco desgastada, estava hasteada normalmente.

Até o momento desta reportagem, não havia nenhuma manifestação marcada para os locais. Em 2025, grupos protestaram na Embaixada dos Estados Unidos contra o Tarifaço e em apoio à Palestina.

Ministros e assessores do governo Lula realizarão reunião de emergência às 10h, no Palácio do Itamaraty, para discutir a invasão na Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro, anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump.

EUA e Venezuela

Os Estados Unidos atacaram vários pontos na Venezuela neste sábado (3/1). O presidente Donald Trump afirmou ter capturado o presidente Nicolás Maduro.

A Embaixada dos EUA em Bogotá alertou cidadãos americanos para evitarem viajar à Venezuela e manter distância das fronteiras com Colômbia, Brasil e Guiana.

Desde o início da ofensiva militar norte-americana na região, que tem como justificativa o combate ao tráfico de drogas, as tensões têm aumentado. Nicolás Maduro é visto pelos EUA como líder do Cartel de los Soles, designado recentemente como organização terrorista internacional.

Donald Trump declarou que Nicolás Maduro foi capturado e removido da Venezuela. Segundo ele, a operação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas, e uma coletiva será realizada em breve.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu uma prova de vida do presidente capturado, afirmando que ele e a primeira-dama Cília Flores estão desaparecidos.

O governo venezuelano rejeitou a agressão militar dos EUA e declarou estado de emergência em todo o país. Nicolás Maduro condenou os ataques nas capitais civis e militares, destacando os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

Manifestação do presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou sobre os acontecimentos, destacando que os bombardeios e a captura ultrapassam limites inaceitáveis, caracterizando uma violação grave à soberania da Venezuela e um precedente perigoso para a comunidade internacional.

Lula ressaltou que atacar nações, desrespeitando o direito internacional, conduz a um cenário de conflito, caos e instabilidade, onde prevalece a força sobre as normas multilaterais.

Ele enfatizou que a condenação ao uso da força é coerente com a postura tradicional do Brasil em crises internacionais recentes. A intervenção lembra os períodos sombrios da interferência externa na América Latina e Caribe e ameaça manter a região como uma área de paz.

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