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CPI do INSS prepara relatório preliminar e planeja extensão dos trabalhos

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A comissão parlamentar responsável pela investigação das fraudes no INSS encerrou suas atividades de 2025 em 8 de dezembro, com o compromisso de apresentar um relatório preliminar no início deste ano. O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que em fevereiro os parlamentares farão uma primeira avaliação do documento.

Recentemente, Viana defendeu a ampliação do prazo da comissão por mais 60 dias, alegando que o prazo vigente até março de 2026 não é suficiente para examinar todos os documentos e ouvir todas as testemunhas aguardadas.

O senador planeja recolher assinaturas ainda neste mês para formalizar um pedido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

“Dada a amplitude nacional e a complexidade deste esquema, afirmo que é essencial estender a CPMI por mais 60 dias. Só assim poderemos aprofundar as investigações, rastrear bens ocultos, identificar todos os envolvidos e assegurar justiça plena às vítimas”, declarou o parlamentar.

Essa solicitação de prorrogação surgiu após a Polícia Federal iniciar uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga supostos descontos indevidos em benefícios a aposentados e pensionistas do INSS.

Durante essa fase, a PF cumpriu mandados contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo, e Adroaldo Portal, número dois do Ministério da Previdência Social, que já atuou no gabinete do senador em 2019. Portal foi afastado do cargo e está sob prisão domiciliar.

A PF chegou a solicitar a prisão de Rocha, apontado como “base política” e “sócio oculto” da organização criminosa investigada na operação, mas essa solicitação foi negada pelo ministro do STF André Mendonça, responsável pelo inquérito.

As apurações indicam que Weverton Rocha tinha ligações próximas com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, peça central do esquema de descontos ilegais.

Instalada em agosto do ano anterior, a CPI investiga irregularidades em convênios que permitiram descontos indevidos em benefícios previdenciários.

Ao longo do ano, foram realizadas 28 reuniões, com a oitiva de 26 testemunhas, incluindo dois ex-ministros da Previdência: Carlos Lupi, titular na época das irregularidades, e Onyx Lorenzoni, que comandou a pasta no governo Bolsonaro, período em que os desvios teriam começado.

Em comunicado recente, Viana antecipou dados que deverão constar no relatório final, como a análise de 4.800 documentos e a identificação de 108 empresas suspeitas. Além disso, pretende solicitar ao STF a suspensão imediata de quase 2 milhões de contratos de empréstimo consignado com indícios de irregularidades.

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