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Nunes defende liberdade para o povo venezuelano
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), declarou neste sábado (3/1), em suas redes sociais, que nenhum povo deve sofrer repressão, em resposta ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela.
Segundo Nunes, a cidade de São Paulo acolhe de forma solidária os venezuelanos que refugiaram-se ao fugir de um governo autoritário.
“Nenhum povo deve passar por repressão, fome ou falta de liberdade. Continuamos solidários com o povo venezuelano, desejando que dias melhores e mais justos cheguem para todos. Liberdade e democracia precisam prevalecer”, disse ele.
A declaração de Nunes segue a postura da direita, que não criticou a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela, resultando na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro.
Repercussões em São Paulo
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que está nos Estados Unidos com sua família, ainda não comentou o incidente até o início da tarde de sábado.
Entretanto, o governador interino Felício Ramuth (PSD), expressou apoio à ação. “Quando um regime ditatorial é derrubado, a esperança surge novamente. Que a prisão do ditador comunista Maduro seja o começo de um período de liberdade e progresso para o povo venezuelano, que muito sofreu sob essa opressão”, publicou nas redes sociais.
O ex-secretário de Segurança do governo de Tarcísio e atual deputado federal, Guilherme Derrite (PP), usou o evento para criticar o ex-presidente Lula, associando-o a Maduro. “O grande aliado do Lula foi detido hoje, após décadas de perseguição, censura, expulsões e mortes do próprio povo venezuelano. Um dia significativo para aqueles que estão do lado correto da história”, afirmou.
Reação da esquerda paulista
Na ala esquerda do estado, as opiniões foram contrárias. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), definiu os acontecimentos como “a ação imperialista mais grave que já presenciamos”.
A deputada federal Erika Hilton (PSol) concordou, afirmando que “o episódio não contou com qualquer coordenação mínima para organizar novas eleições ou uma transição de poder pacífica de Maduro para outro representante venezuelano. Foi um ataque seguido de uma remoção forçada e nada além disso. Um roteiro básico destinado a intensificar o caos e agravar as dificuldades do povo venezuelano”.

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