Mundo
Venezuela critica agressão dos EUA e defesa do petróleo
O governo venezuelano manifestou forte repúdio à grave agressão militar realizada pelos Estados Unidos contra seu território e população, em um comunicado oficial divulgado no último sábado (3). A Venezuela classifica essa ação como uma tentativa de promover uma guerra colonial, com o intuito de controlar seus recursos petrolíferos e minerais.
O comunicado destaca que essa ação viola gravemente a Carta das Nações Unidas, especialmente em seus artigos 1 e 2, que garantem o respeito à soberania, igualdade jurídica entre Estados e proíbem o uso da força. Essa agressão representa um perigo para a paz e estabilidade, particularmente na América Latina e no Caribe, ameaçando a vida de milhões de pessoas.
Segundo as autoridades venezuelanas, ataques foram realizados contra áreas civis e militares na capital Caracas, assim como nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
A diplomacia da Venezuela irá protocolar denúncias no Conselho de Segurança da ONU, ao secretário-geral António Guterres, à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e ao Movimento dos Países Não Alinhados (MNOAL), exigindo condenação e responsabilização do governo dos Estados Unidos.
A Venezuela também afirma seu direito de legítima defesa, conforme o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, para proteger seu povo, território e independência.
O governo convocou toda a população e forças sociais e políticas a se mobilizarem para rejeitar esse ataque imperialista. O povo venezuelano e a Força Armada Nacional Bolivariana estão unidos e preparados para garantir a soberania e a paz do país.
Soberania e petróleo
De acordo com o governo, o objetivo deste ataque é tomar controle dos recursos estratégicos da Venezuela, especialmente o petróleo e minerais, tentando por meio da força romper a independência política da nação.
“Eles não terão sucesso. Depois de mais de duzentos anos de independência, o povo e seu governo legítimo permanecem firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir seu futuro”, afirma o comunicado.
O texto também destaca que tentativas de impor uma guerra colonial para destruir a república e forçar uma mudança de regime, em conluio com a oligarquia fascista, fracassarão como sempre ocorreram.
O comunicado relembra que desde 1811 a Venezuela enfrentou e venceu impérios estrangeiros. “Quando, em 1902, potências estrangeiras bombardearam nosso território, o presidente Cipriano Castro declarou: ‘A presença insolente do estrangeiro profanou o solo sagrado da pátria’. Hoje, com o espírito de Bolívar, Miranda e nossos libertadores, o povo venezuelano se levanta para defender sua independência contra essa agressão externa.”
O documento finaliza com uma mensagem do ex-presidente Hugo Chávez: “Diante de quaisquer desafios futuros, a resposta dos patriotas será sempre: unidade, luta constante, esforço contínuo e vitória final”.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login