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Roraima acompanha situação na fronteira com a Venezuela após ataque dos EUA

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O governo de Roraima divulgou neste sábado (3) uma nota afirmando que acompanha atentamente os eventos recentes na Venezuela e suas possíveis consequências para a estabilidade da região, reafirmando seu compromisso com a paz, a ordem pública e a segurança da população local.

Devido à sua localização, Roraima mantém tradicionalmente uma cooperação próxima com países vizinhos, como Venezuela e Guiana.

As autoridades estaduais estão em contato constante com órgãos federais para acompanhar possíveis desdobramentos que possam afetar a rotina da população. O governo reforça a importância de resolver questões internacionais através de diplomacia e diálogo, evitando qualquer conflito que prejudique a estabilidade e o bem-estar das comunidades da região.

Durante a madrugada, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram ataques aéreos na capital Caracas e em outras áreas do país vizinho.

Após essa operação, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Brasil e Venezuela têm uma fronteira de mais de 2 mil quilômetros, e o ministro da Defesa, José Múcio, declarou que a área está tranquila, monitorada e aberta.

O governo de Roraima declarou que os órgãos estaduais de segurança pública estão coordenados e mantendo suas operações normalmente.

Pacaraima

O prefeito de Pacaraima, Waldery D’avila, município que faz divisa com a Venezuela, expressou preocupação com os ataques em Caracas na madrugada e disse estar acompanhando a situação, colaborando com as forças de segurança para garantir a paz na região fronteiriça.

Jean Oliveira, servidor público federal de 54 anos, que estava em Santa Elena de Uiarén, cidade venezuelana na fronteira, relatou que saiu do local por uma rota alternativa devido ao fechamento da fronteira na manhã daquele dia.

Ele explicou que, após cruzar para o lado brasileiro, as autoridades venezuelanas passaram a permitir somente a saída de brasileiros, não de venezuelanos. A passagem do Brasil para a Venezuela também continuava fechada por decisão do governo vizinho. Apesar da apreensão, Jean Oliveira contou que a situação aparentava normalidade.

“Eu estava pela manhã e tudo estava tranquilo por lá. Apenas os brasileiros hospedados no hotel estavam preocupados, mas a população local não demonstrava alterações”, afirmou.

Contexto

A intervenção dos EUA na Venezuela representa uma nova ação direta de Washington na América Latina. A última invasão dos EUA na região foi em 1989, no Panamá, quando militares norte-americanos prenderam o presidente Manuel Noriega sob acusação de narcotráfico.

Assim como ocorreu com Noriega, os EUA acusam, sem apresentar provas, Maduro de liderar um suposto cartel de drogas venezuelano chamado De Los Soles. Especialistas internacionais duvidam da existência desse cartel.

Os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à captura de Maduro.

Analistas interpretam o ataque como uma manobra geopolítica para afastar a Venezuela de aliados globais dos EUA, como China e Rússia, ao mesmo tempo em que busca maior controle sobre as vastas reservas de petróleo do país, que são as maiores comprovadas no mundo.

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