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Países preocupados com ação dos EUA contra Maduro na Venezuela
A operação militar dos Estados Unidos na Venezuela para apreender seu presidente Nicolás Maduro, realizada neste sábado (3), causou grande apreensão na comunidade internacional. Tanto os aliados quanto os adversários dos governos de Washington e Caracas manifestaram suas preocupações.
O presidente americano, Donald Trump, declarou que Maduro e sua esposa seriam levados a Nova York para enfrentar acusações federais após a ação que classificou como “um programa de televisão”.
Já o governo venezuelano condenou a “gravíssima agressão militar” promovida pelos Estados Unidos e decretou estado de exceção no país.
Muitos países expressaram suas opiniões sobre o ocorrido:
- China: O Ministério das Relações Exteriores condenou o ataque, considerando-o uma ameaça à paz e segurança da América Latina e Caribe, e criticou o comportamento dominante dos EUA.
- Brasil: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou a operação de inaceitável e solicitou uma resposta firme da comunidade internacional via Nações Unidas.
- Rússia: O Ministério das Relações Exteriores pediu que os EUA reconsiderem sua ação e libertem Maduro e sua esposa.
- México: Condenou energicamente as ações militares unilaterais contra a Venezuela.
- Colômbia: O presidente Gustavo Petro repudiou o ataque e mobilizou tropas na fronteira com a Venezuela, solicitando reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.
- Chile: O presidente Gabriel Boric pediu uma solução pacífica por meio do diálogo para a crise venezuelana.
- Cuba: Definiu a ação como terrorismo de Estado contra o povo venezuelano e a América.
- ONU: O secretário-geral António Guterres expressou preocupação com o respeito ao direito internacional.
- Irã: Condenou firmemente o ataque militar dos EUA.
- União Europeia: A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, pediu moderação e respeito às normas internacionais.
- Espanha: Expressou disposição para mediar uma solução pacífica.
- França: Rejeitou a operação por violar o direito internacional e alertou que a crise venezuelana não pode ser resolvida por pressão externa.
- Alemanha: Manifestou grande preocupação sobre os desdobramentos recentes.
- Itália: A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que a intervenção tem caráter defensivo, mas que ações militares externas não devem ser o caminho para acabar com regimes autoritários.
- Reino Unido: O primeiro-ministro Keir Starmer enfatizou o respeito ao direito internacional e negou participação na ação.
- Panamá: O presidente desejou um processo de transição ordenado na Venezuela.
- Guatemala: O presidente pediu o fim de ações militares unilaterais e o respeito à Carta da ONU.
- Argentina: O presidente Javier Milei afirmou que a operação americana pode representar o fim do regime fraudulento e beneficiar toda a região.
- Equador: O presidente Daniel Noboa declarou que os criminosos ligados ao regime chegarão ao fim no continente.
- Evo Morales: O ex-presidente boliviano repudiou veementemente o ataque e afirmou que a Venezuela não está sozinha.
- Senadores democratas nos EUA: O senador Brian Schatz criticou a operação por não representar interesses nacionais vitais e o senador Ruben Gallego chamou a ação de ilegal e desnecessária.

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