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Petróleo causa conflito entre Trump e Maduro, diz chanceler colombiana

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Rosa Villavicencio, chanceler da Colômbia, afirmou nesta terça-feira (6) que o principal motivo da disputa entre os Estados Unidos e a Venezuela está ligado ao petróleo e aos interesses econômicos, especialmente diante da crescente tensão gerada pelas ameaças de Washington contra a Colômbia.

O governo colombiano rejeitou a operação militar americana em Caracas, que resultou na captura do presidente deposto Nicolás Maduro, além de condenar as ameaças de um ataque semelhante em seu território.

Villavicencio informou que enviou uma nota oficial de protesto aos Estados Unidos na segunda-feira e que, nesta terça-feira, terá um encontro com o encarregado de negócios americano, John McNamara, para manifestar sua desaprovação frente às ofensas e ameaças feitas pelo presidente Donald Trump.

Ela destacou que o conflito está diretamente relacionado aos interesses econômicos dos EUA, que dependem do petróleo para sustentar sua economia baseada em combustíveis fósseis, ressaltando que a ação americana representa uma linha vermelha para as relações internacionais.

A diplomata também mencionou que os Estados Unidos têm uma história de intervenções em outros países buscando garantir os recursos necessários para sua economia.

O próprio Trump declarou que a derrubada de Maduro visa manter o controle sobre as vastas reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo.

Após os eventos em Caracas, Trump indicou que consideraria uma ação semelhante na Colômbia, e ainda fez críticas duras ao presidente colombiano Gustavo Petro, a quem classificou como uma pessoa doente ligada ao tráfico de cocaína.

Por sua vez, Petro, ex-guerrilheiro do M-19 e signatário do acordo de paz na década de 1990, manifestou sua disposição para retomar as armas caso precise se defender contra Washington.

Desde janeiro de 2025, quando Trump iniciou seu segundo mandato, as relações entre Estados Unidos e Colômbia se agravaram, com desentendimentos constantes sobre operações militares, tarifas e política migratória.

Diante das ameaças recentes, a chefe da diplomacia colombiana declarou que, se houver um ataque americano, as forças armadas nacionais vão proteger a soberania da Colômbia.

Essa escalada diplomática inédita entre Washington e Bogotá marca o fim de uma aliança econômica e militar que durou décadas e foi fundamental para a região.

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