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China critica apreensão de navios petroleiros pelos EUA

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O governo da China manifestou forte desaprovação na quinta-feira (8) sobre a detenção de dois navios-petroleiros realizada pela Guarda Costeira dos Estados Unidos na quarta-feira (7), em águas internacionais.

Segundo Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, durante uma coletiva de imprensa em Pequim, a ação dos Estados Unidos constitui uma séria violação do direito internacional por confiscar arbitrariamente embarcações estrangeiras em alto-mar.

Mao Ning afirmou ainda que a China desaprova sanções unilaterais ilegítimas sem respaldo no direito internacional ou autorização do Conselho de Segurança da ONU, bem como quaisquer atos que contrariem os princípios da Carta da ONU e ameaçam a soberania e segurança dos países.

De acordo com as autoridades americanas, os navios-tanques Marinera (anteriormente denominado Bella I) e M/T Sophia foram apreendidos sob acusação de descumprimento das sanções dos EUA, conforme um mandado judicial federal. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, declarou que as embarcações transportavam petróleo venezuelano destinado a outras nações.

Kristi Noem mencionou que a Guarda Costeira dos EUA perseguiu o navio Marinera por semanas até capturá-lo no Atlântico Norte, numa área próxima à zona econômica exclusiva da Islândia. O navio, que estava registrado com bandeira russa, teria alterado sua identificação recentemente para tentar evadir as sanções.

Ela ressaltou que o navio tentou escapar usando subterfúgios como mudança de bandeira e do nome pintado no casco, mas sem sucesso.

Já a Rússia, via Ministério das Relações Exteriores, pediu que os Estados Unidos cessem imediatamente essa ação ilegal contra o navio Marinera e outras embarcações, reivindicando respeito às normas da navegação marítima internacional. O ministério explicou ainda que o Marinera recebeu autorização temporária para navegar sob bandeira russa no dia 24 e que estava em deslocamento pacífico para portos russos em águas internacionais.

O segundo navio apreendido, M/T Sophia, foi interceptado no Mar do Caribe e, conforme o Comando Sul dos EUA, realizava atividades ilegais em águas internacionais. Agora, deverá ser escoltado até os Estados Unidos pela Guarda Costeira.

Apoio à Venezuela

Durante a coletiva, a porta-voz Mao Ning reafirmou o suporte da China à Venezuela, indicando que está pronta, com outros países, para defender o direito internacional, o multilateralismo, e a paz global.

Quando questionada sobre um artigo do alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, publicado no jornal The Guardian, que expressava preocupação em relação às alegações que justificariam intervenção militar estrangeira na Venezuela por violações de direitos humanos, Mao Ning foi enfática.

Ela declarou que a China é contrária a usar os direitos humanos como ferramenta política, rejeita abordagens seletivas do direito internacional e se opõe a interferências nos assuntos internos de outras nações sob pretexto de direitos humanos.

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